Mostrar mensagens com a etiqueta felicidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta felicidade. Mostrar todas as mensagens

19.8.09

A felicidade pega-se: espalhe o vírus

Projecto prova que as emoções são contagiosas

Um projecto liderado pelo psicólogo Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire, Reino Unido, envolveu um largo número de pessoas durante quase uma semana. O objectivo era expandir a felicidade. Segundo o investigador, as emoções são contagiosas e acredita que as pessoas possam passar felicidade para aqueles que as rodeiam, ajudando assim a “alegrar o mundo”.

Autor do livro «59 Segundos: Pense um pouco, mude muito» («59 Seconds: Think a Little, Change a Lot»), Richard Wiseman conduziu o estudo com 26 mil participantes e os resultados iniciais estarão acessíveis em breve numa publicação científica, ainda não determinada.

Numa parte do estudo, os participantes foram aleatoriamente designados a um dos cinco grupos existentes. As pessoas dos primeiros quatro grupos viam um vídeo descrevendo uma das quatro técnicas normalmente utilizadas para estimular a felicidade: expressão gratidão, sorrir, recordar um acontecimento agradável do dia anterior ou praticar um acto de gentileza.

Foi pedido aos elementos do quinto grupo, o “grupo de controlo”, que pensassem simplesmente no que tinha acontecido no dia anterior. Este grupo é muito importante porque ajuda a avaliar o nível de mudança na felicidade obtida por efeito de placebo.

Aos participantes foi-lhes pedido que continuassem a treinar as técnicas ensinadas e que no final do projecto reportassem qualquer mudança no seu humor.
Todas as tácticas, mesmo as do “grupo de controlo”, resultaram num aumento da felicidade. No entanto, os participantes a quem foi pedido que pensassem numa coisa positiva do dia anterior foram os que registaram o maior nível de alegria (mais 15 por cento do que o “grupo de controlo”).

A outra parte do projecto incluía duas sondagens a nível nacional, uma antes outra depois do estudo. Perguntou-se a duas mil pessoas para avaliarem o seu humor.

Metade das pessoas que responderam descreveram-se como alegres, 30 por cento desanimadas e 20 por cento indecisas.

Os resultados revelaram 7 por cento de crescimento de alegria após a experiência. É impossível, no entanto, dizer se este crescimento se deveu apenas ao projecto ou se foi causado por outros factores.


In Ciência Hoje

3.8.09

Workshop de Psicologia Positiva em Lisboa

com Laura Sanches
26 de Setembro 10h - 18h

Programa:
1.O que é a Psicologia Positiva e suas raízes.
2.A desesperança Aprendida e a importância de sermos capazes de controlar as nossas vidas.
3.Importância e vantagens do Optimismo para a saúde mental e física.
4.Teste do Optimismo de Seligman.
5.Características do Optimismo – diferentes tipos de explicação.
6.Técnicas para estimular o Optimismo.
7.Identificar as crenças negativas e substituí-las por pensamentos positivos.
8.O flow e sua relação com o bem-estar psicológico.
9.A Gratidão e sua relação com o bem-estar psicológico.
10.Métodos para estimular a gratidão.
11.A felicidade vista pela ciência.
12.A escala geral de Satisfação com a vida e a Escala de Gratidão.
13.Como podemos aumentar os nossos níveis de felicidade e bem-estar psicológico.
14.Actividades que podem contribuir para aumentar os nossos níveis de felicidade.
14.1 Yoga, Relaxamento e Meditação e sua relação com o Bem-estar Psicológico e com a Felicidade.
14.2 Mindfulness e Felicidade.


Este workshop será composto por algumas partes teóricas, seguidas de exercícios para vivenciar os conceitos expostos e para pôr em prática algumas técnicas que poderão ser usadas no dia-a-dia, com o objectivo de sermos mais capazes de levar uma vida preenchida e feliz.

16.7.09

Agostinho da Silva e a felicidade

"Não creio que se possa definir o homem como um animal cuja característica ou cujo último fim seja o de viver feliz, embora considere que nele seja essencial o viver alegre. O que é próprio do homem na sua forma mais alta é superar o conceito de felicidade, tornar-se como que indiferente a ser ou não ser feliz e ver até o que pode vir do obstáculo exactamente como melhor meio para que possa desferir voo. Creio que a mais perfeita das combinações seria a do homem que, visto por todos, inclusive por si próprio, como infeliz, conseguisse fazer de sua infelicidade um motivo daquela alegria que se não quebra, daquela alegria serena que o leva a interessar-se por tudo quanto existe, a amar todos os homens apesar do que possa combater, e é mais difícil amar no combate que na paz, e sobretudo conservar perante o que vem de Deus a atitude de obediência ou melhor, de disponibilidade, de quem finalmente entendeu as estruturas da vida.

Os felizes passam na vida como viajantes de trem que levassem toda a viagem dormindo; só gozam o trajecto os que se mantêm bem despertos para entender as duas coisas fundamentais do mundo: a implacabilidade, a cegueira, a inflexibilidade das leis mecânicas, que são bem as representantes do Fado, e cuja grandeza verdadeira só se pode sentir bem no desastre; é quando a catástrofe chega que a fatalidade se mede em tudo o que tem de divino, e foi pena que não fosse esta a lição essencial que tivéssemos tirado da tragédia grega; como pena foi que só tivéssemos olhado o fatalismo dos árabes pelo seu lado superficial.

Por outra parte, é igualmente na desgraça que se mede a outra grande força do mundo, a da liberdade do espírito, que permite julgar o valor moral no desastre e permite superar, pelo seu aproveitamento, o toque do fatal; não creio que Prometeu estivesse alguma vez verdadeiramente encadeado: talvez o estivesse antes ou depois da prisão; mas era realmente um espírito de liberdade e um portador de liberdade o que, agrilhoado a montanha, se sentiu mais livre ainda; porque podia consentir ou não no desastre, superá-lo ou não, ser alegre ou não. E este ser alegre não significa de modo algum a alegria daquele tipo americano de «Quebre uma perna e ria»; acho que eram muito mais alegres as pragas dos velhos soldados de Napoleão. No fundo é o seguinte: é necessário, ajudando a realizar o homem no que tem de melhor, que a mesma energia que se revelou pela física no mundo da extensão, se revele pelo espírito no mundo do pensamento e domine a primeira vaga de energia, como onda rolando sobre onda mais alto vai. E mais ainda: que pelo momento de infelicidade, o que não poderá nunca suceder no caso da felicidade, entenda o homem como as duas espécies ou os dois aspectos de energia se reúnem em Deus. Só por costume social deveremos desejar a alguém que seja feliz; às vezes por aquela piedade da fraqueza que leva a tomar crianças ao colo; só se deve desejar a alguém que se cumpra: e o cumprir-se inclui a desgraça e a sua superação."

Agostinho da Silva (Textos e Ensaios Filosóficos)

2.7.09

O que é e o que devia ser: Um diálogo com Krishnamurti

Interrogante: Li muito de filosofia, psicologia, religião e política, matérias essas que, em maior ou menor grau, aludem às relações humanas. Li também vossos livros, que se ocupam com o pensamento e as idéias e, por alguma razão, me sinto enfarado de tudo isso. Estive nadando num oceano de palavras, e em toda parte aonde vou só se me oferecem mais palavras e ações derivadas dessas palavras: conselhos, exortações, promessas, teorias, análises, remédios. Naturalmente, tudo isso deve ser posto de parte; vós mesmo o fizestes, mas, para a maioria dos que vos têm lido e ouvido, o que dizeis são só palavras. Deve haver pessoas para as quais o que dizeis representa algo mais do que palavras, uma realidade absoluta, mas refiro-me aos demais. Eu gostaria de ultrapassar as palavras, ultrapassar a idéia, para viver em relação total com todas as coisas. Pois, afinal de contas, essa relação é vida. Tendes dito que cada um deve ser mestre e discípulo de si próprio. É-me possível viver com toda a simplicidade, sem princípios, crenças, e ideais? Posso viver livremente, sabendo que sou escravo do mundo? As crises não nos batem à porta antes de entrarem, os desafios da vida de cada dia surgem antes de os pressentirmos. Sabendo isso, tendo-me visto tantas vezes a braços com esses desafios, a perseguir fantasmas, pergunto-me a mim mesmo como posso viver corretamente e com amor, clareza e alegria não forçada. Não quero saber como viver, porém viver; o "como" nega o próprio viver real. A nobreza da vida não consiste em praticar nobreza.

Krishnamurti: Após dizerdes tudo isso, onde vos achais? Desejais realmente viver com felicidade e amor? Se o desejais, onde está o problema?

Interrogante: Eu o desejo deveras, mas isso não me leva a parte alguma. Há anos que desejo viver dessa maneira, mas não posso.

Krishnamurti: Portanto, embora negueis o ideal, a crença, a diretiva, estais, com muita sutileza e de maneira indireta, perguntando a mesma coisa que todos perguntam; é o conflito entre "o que é" e o que "deveria ser".

Interrogante: Mesmo tirando-se o que deveria ser, vejo que "o que é" é horrível. Enganar a mim mesmo, para não vê-lo, seria muito pior ainda.

Krishnamurti: Ver "o que é" é ver o universo, e rejeitar "o que é" é a origem do conflito. A beleza do universo está em "o que é"; e viver com "o que é", sem esforço, é virtude.

Interrogante: "O que é" inclui também a confusão, a violência, toda espécie de aberração humana. Viver com "o que é" é o que chamais virtude. Mas isso não é insensibilidade e insânia? A perfeição não consiste simplesmente em abandonar todos os ideais! A própria vida exige que eu a viva com beleza, como a águia nos ares; viver o milagre da vida, carecendo da beleza total, é inaceitável.

Krishnamurti: Então, vivei-o!

Interrogante: Não posso.

Krishnamurti: Se não podeis, vivei então em confusão; não batalheis contra ela. Conhecendo toda a aflição que ela traz, vivei com ela, isto é, com o que é. E viver com "o que é", sem conflito, liberta-nos dele.

Interrogante: Quereis dizer que nosso único defeito é sermos autocríticos?

Krishnamurti: Não, de modo nenhum. Não sois suficientemente crítico. Não ides mais longe em vossa autocrítica. A própria entidade que critica precisa ser criticada, examinada. Se o exame é comparativo, feito de medida em punho, então esse padrão é o ideal. Se não há padrão nenhum - por outras palavras, se a mente não está sempre comparando e medindo - podeis observar "o que é", e então "o que é" já não é a mesma coisa.

Interrogante: Observo-me sem nenhum padrão e, no entanto, continuo a viver sem beleza.

Krishnamurti: Todo exame requer um padrão. Mas, é possível observar de maneira que só haja observação, ver, e nada mais - que só haja percepção, sem a entidade que percebe?

Interrogante: Que quereis dizer?

Krishnamurti: Há o ato de olhar. A aferição desse "olhar" é interferência, deformação do "olhar": não é olhar; ao contrário, é avaliação do "olhar"; são duas coisas tão diferentes como um pedaço de giz e um pedaço de queijo. Tendes percepção de vós mesmo, sem a deformação, apenas uma absoluta percepção de vós mesmo, tal como sois?

Interrogante: Tenho.

Krishnamurti: Vedes fealdade, nessa percepção?

Interrogante: Não há fealdade na percepção, porém na coisa percebida.

Krishnamurti: A maneira como percebeis é o que sois. A virtude está em olhar puramente, ou seja com atenção, sem a deformação produzida pela medida e a idéia. Viestes aqui a fim de perguntar como viver com beleza e amor. Olhar sem deformar é amor, e a ação dessa percepção é a ação da virtude. Essa clareza da percepção atuará constantemente no viver. Isso é viver como a águia nos ares; é a beleza viva, o amor vivo.

Com os nossos agradecimentos à última e excelente (como sempre) newsletter da Instituição Cultural Krishnamurti, que pode ser lida na íntegra aqui. Aconselhamos vivamente, de resto, a subscrever gratuitamente este magazine digital dedicado ao grande pensador indiano.

1.7.09

A felicidade, a beleza e a espiritualidade segundo Thomas Mann

"Há uma beleza espiritual e há outra beleza que fala aos sentidos. Certas pessoas pretendem que o belo pertence exclusivamente ao campo dos sentidos, separando dele por completo o espiritual, de modo que o nosso mundo apresente uma cisão entre os dois. Nisso também se baseia o ensinamento verídico: «Apenas por dois modos a felicidade é cognoscível em todo o Universo: a que nos vem das alegrias do corpo e a que nos vem da paz redentora do espírito». Desta doutrina, no entanto, segue-se que o espiritual não se acha, para o belo, na mesma relação em que o belo se encontra para com o feio e que, só em certas condições, se confunde com este.

O espiritual não é sinónimo de beleza pelo conhecimento e pelo amor do belo, amor este que se exprime em beleza espiritual. Tal amor, em absoluto, não é absurdo ou sem esperança, pois, pela lei da atracção dos opostos, o belo por sua vez anseia pelo espiritual, admirando-o e recebendo-lhe com agrado a corte. Este mundo não está constituído de tal modo que o espírito esteja fadado a amar apenas o espiritual, nem a beleza unicamente votada a procurar o belo. Na verdade, o próprio contraste entre os dois indica, com clareza ao mesmo tempo espiritual e bela, que a meta do mundo é a união entre o espírito e a beleza, isto é, uma felicidade não mais dividida porém total e consumada."

Thomas Mann in "As Cabeças Trocadas"

25.2.09

A felicidade


Trad.: Ser-se feliz não significa que tudo é perfeito. Significa que você decidiu olhar para lá das imperfeições.

.

10.2.09

Workshop de relacionamentos

Mastering Alive Relationships
13 a 15 Março (Sexta 21h a Domingo 19h)

Melhore as Suas Relações
 com Wilbert Alix


Explore o seu interior... e poderá descobrir a única verdade de que precisa.

Procura uma experiência mais profunda nos seus relacionamentos? Gostaria de viver essa experiência neste momento?

Mastering Alive Relationships pode ajudá-lo(a).

Os relacionamentos têm mais a ver connosco do que com qualquer outra pessoa. São reflexos do nosso mundo interior. Mas já pensou que os relacionamentos podem ser também uma oportunidade de recriar uma realidade interior... de aprender mais sobre quem somos? Tal como nos vestimos em frente ao espelho, os relacionamentos revelam pormenores, que, depois de percebidos, nos permitem tornarmo-nos mais fortes, sábios e abertos para a vida e o amor.

A questão que se coloca é a seguinte:

Como posso eu re-criar a minha realidade? Como posso eu aprender a criar uma forma de relacionamento que atraia a saúde e abundância pessoal?

Mastering Alive Relationships baseia-se nas 20 Características de um Relacionamento Activo. Estas qualidades têm um grande impacto não só na sua capacidade de relacionar-se com outros, mas também na sua relação com tudo o resto, como a saúde, o dinheiro, a espiritualidade e a carreira. Cada qualidade interiorizada traz luz sobre todos os outros aspectos da sua vida.

A sua situação actual não é relevante: solteiro...casado... junto... só... Faça a experiência e explore o seu Ser... e talvez descubra também a única verdade de que vai alguma vez precisar.

Nota: Este curso é apresentado em inglês sem tradução.

Mais informações aqui
.

21.1.09

Não stresse, não enlouqueça...

Pessoas tranquilas, extrovertidas e com vida social têm menos riscos de demência

«As pessoas tranquilas, extrovertidas e com uma vida social activa e participativa têm menos probabilidade de sofrer de demência que os indivíduos introvertidos que se stressam com facilidade e estão socialmente isolados. 
(...) 
Os cientistas descobriram que a tolerância ao stress e a estabilidade emocional, a extroversão e a actividade social são características que diminuem o risco de sofrer de demência. No estudo, as pessoas tranquilas e que não se alteram facilmente revelaram-se satisfeitas consigo próprias, enquanto que aquelas que não toleravam o stress eram emocionalmente instáveis, negativas e nervosas. (...)»

leia mais aqui

19.1.09

Aprender a ser optimista

Agora que tanto se fala de crise e depressão, nada melhor do que manter uma atitude positiva. Conheça então este projecto sedeado em Lisboa e dedicado à promoção do Optimismo. Um espaço criado e gerido por psicólogos, que alberga actividades complementares como o Yoga ou as Artes:


«O Clube do Optimismo, Actividades de Desenvolvimento de Competências do Optimismo e da Felicidade, tem como objectivo, tal como o próprio nome indica, proporcionar um conjunto de actividades que favoreçam o desenvolvimento de várias competências físicas e intelectuais, que no seu todo levarão a um sentimento de realização e a um maior sucesso, a uma atitude mais optimista, e, como tal, a uma maior sensação de felicidade.

Todas as actividades desenvolvidas no Clube serão orientadas por monitores/professores, devidamente formados, que, para além dos objectivos específicos dessas actividades, terão sempre também como objectivo interagir com os “alunos” no sentido de fomentar o desenvolvimento do optimismo.

Entre as várias actividades existe um centro de Apoio às Aprendizagens (explicações), ateliers de expressão plástica, aulas de pintura, yoga, cursos de desenvolvimento do optimismo, cursos para pais, professores e educadoras, festas de aniversário, etc.

Todas as actividades desenvolvidas, o Clube seguem uma metodologia própria, baseada em investigação apresentada no Congresso Europeu de Psicologia Positiva, em Julho de 2006.

Qual a importância de uma atitude optimista?

De acordo com estudos científicos feitos ao longo dos anos, as pessoas optimistas têm uma atitude confiante, são persistentes mesmo perante as dificuldades, são responsáveis, têm uma elevada auto-estima, apresentam uma boa capacidade de resistência à frustração, são tendencialmente mais saudáveis, estão menos propensas à depressão. O que leva ao aumento do sucesso tanto nos estudos, como no trabalho e nas relações pessoais.

As pessoas optimistas têm uma atitude positiva perante a vida e atingem os seus objectivos com muito maior facilidade.»

 clique aqui para conhecer o Clube do Optimismo