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30.8.09

O Dalai Lama, a globalização, a economia e a política

De uma entrevista muito interessante e actual que o Dalai Lama concedeu recentemente ao jornal alemão Die Welt, permitimo-nos traduzir e publicar aqui alguns excertos. Tal como nós aqui no Tao, também o líder budista é um fã da globalização. Esta e outras ideias pertinentes e sensatas, já a seguir com link para a conversa original:

«A riqueza não é necessariamente algo mau quando foi ganha de forma honesta e sem que indivíduos ou o ambiente tenham sofrido por sua causa. Como budistas reconhecemos que a riqueza é um pré-requisito básico para uma vida feliz. Mas um bilionário também só tem dez dedos. Consegue enfiar três ou quatro anéis em cada dedo, mas isso pareceria estranho. A satisfação que muitos milionários que não partilham a sua riqueza têm nas suas cabeças é fictícia, não é real. Os ricos deviam ajudar a reduzir a pobreza.»

«Sou essencialmente um apoiante da globalização. No passado, as sociedades e os países podiam isolar-se do resto do mundo, mas hoje isso tornou-se impossível. Quando procuramos por organizações que tenham a capacidade e a competência para melhorar o nosso mundo, as empresas globais estão no topo da lista. Especificamente as multinacionais globais integradas estão numa posição ideal para apoiar os países em vias de desenvolvimento a diminuir o fosso com as economias nacionais líderes.»


«(não simpatiza com os movimentos anti-globalização?) Simpatizo quando lembram os líderes e as empresas de que tudo isto deve ser mais do que apenas aumentar os lucros. Ao mesmo tempo, a crescente oposição à globalização está dependente da nossa relutância em aceitar o princípio de que tudo é perecível: Isto é, o facto de tudo estar sujeito à mudança permanente. Para os budistas este é um dos pedaços básicos de sabedoria que cada um deve aceitar.»

«(estas atitudes liberais não se coadugnam a alguém que já se chamou a sí próprio um monge marxista. Ainda se vê como um?) Sim, ainda acredito ser um monge marxista. Também não vejo aqui qualquer contradição. Na teoria marxista o foco reside na justa distribuição de riqueza. De uma perspectiva moral, esta é uma reivindicação correcta. O capitalismo, pelo outro lado, valoriza a acumulação de riqueza - a sua distribuição não interessa aqui inicialmente. No pior dos cenários, os ricos continuarão a enriquecer enquanto os pobres continuarão a ficar mais pobres.»

«(Então porque é tão contra o comunismo e o socialismo?) Comunismo? O que é o comunismo? A China é um país comunista? (gargalhada). Estou confuso. Os comunistas chineses são comunistas sem uma ideologia comunista. Mas se me disser socialismo, como existiu no início no Bloco do Leste e agora na Coreia do Norte ou em Cuba, acredito que vai contra a natureza humana; destrói a criatividade. Não chega às pessoas terem apenas o suficiente para comer, roupas e um telhado sobre as suas cabeças. Precisamos de nos auto-actualizar. Buda encorajou os empreendedores a terem sucesso através da confiança («dependability») e das capacidades de venda. Aqueles que forem bem-sucedidos podem ajudar outros.»

«(que papel deve ter o Estado na economia?) Essa é uma pergunta muito difícil. Não penso que a igualdade possa ser estabelecida a um nível nacional. As nações podem causar muitos estragos. É por isso que alerto contra esperar muito dos governos quando toca à redistribuição ou à regulação dos mercados financeiros. As pessoas arranjarão sempre formas de contornar regras e leis - mesmo que sejam as melhores regras e leis. Ou pensa que foi a falta de regulação que levou a esta crise financeira? As regras nos Estados Unidos eram boas; mas a acção responsável exige muito mais do que o mero cumprimento da lei.»


«(na sua opinião o mercado livre não está a funcionar bem, e também não acredita na regulação. Então de que precisamos?) Eu chamo-lhe "uma economia de mercado livre responsável". No final tudo se resume a todos os cidadãos individuais; está dependente do sentido de responsabilidade moral, auto-disciplina e valores de cada indivíduo. Esta crise financeira não é apenas uma crise na economia de mercado, mas antes uma crise de valores.»


«A crise é terrível para muita gente, mas também mostra que o valor do dinheiro é limitado e a insegurança é enorme. Os valores interiores como a amizade, a confiança, a honestidade e a compaixão são muito mais fidedignos do que o dinheiro - trazem sempre felicidade e força.»


«A China desenvolveu um poder enorme. É a evidência de como uma economia se pode desenvolver melhor com liberdade a nível empresarial. O que falta na China, no entanto, são valores em que a sua sociedade se possa apoiar. Os princípios que eram relevantes antes da revolução comunista já se foram há muito. E o que tomou o seu lugar? Nada a não ser o dinheiro. A elite comunista pensa apenas em poder e dinheiro, e isso pode ser muito destrutivo»


Leite de vaca e soja: dois mitos com pés de barro?

O Leite de vaca e a soja são dois alimentos que fazem parte da nossa dieta básica e quotidiana. Durante muitos anos o leite bovino tem sido apresentado como um produto quase milagroso (o cálcio!!!...) para a nossa saúde e bem-estar e, de alguns anos para cá, o mesmo vem acontecendo com a soja e os seus derivados, incluindo o cada vez mais popular leite de soja: Mais uma maravilha nutricional que surge nas nossas mesas!

Aqui no Tao não somos dados a teorias da conspiração. Mas é evidente, antes de mais considerações, quem mais ganha com esta aclamação geral: quem produz e quem vende. Sem juízos de valor por agora, é assim que é: ganha a economia. E será assim tão evidente, no entanto, quanto a todos nós, consumidores? Isto é, será assim tão evidente o mérito nutricional e energético destes dois alimentos?

O tema poderá não ser pacífico, mesmo entre especialistas, mas acreditamos que é essencial o acesso a toda a informação. E como estamos precisamente na era da informação e o leite de vaca e a soja já têm mais do que a sua quota de publicidade e aclamação, gostaríamos de partilhar aqui duas perspectivas diferentes em relação a estes produtos, que muitos de nós aceitam acriticamente como bons:

«O leite de vaca é um fluido insalubre, que contém uma gama ampla de substâncias inconvenientes. O seu consumo prolongado tem um efeito cumulativo prejudicial.

Com 59 hormonas activas, vários alérgeneos, gordura e colesterol, a maior parte produzida mostra ainda quantidades mensuráveis de herbicidas, pesticidas, dioxinas (até 2.200 vezes o nível aceitável), até 52 antibióticos poderosos, sangue, pus, fezes, bactérias e vírus. Pode conter resíduos de tudo o que a vaca come. Inclusive coisas como restos radiativos de testes nucleares.(...)»


«Hoje em dia existe uma verdadeira febre de consumo de soja. Propagada como um alimento rico em proteínas, baixo em calorias, carboidratos e gorduras, sem colesterol, rico em vitaminas, de fácil digestão, um ingrediente saboroso e versátil na culinária, a soja, na verdade é mais um "conto do vigário" do qual a maioria é vítima.


É bem verdade que a soja vem da Ásia, mais especificamente da China. Porém, os chineses só consumiam produtos FERMENTADOS de soja, como o shoyu e o missô. Por volta do século 2 A.C., os chineses descobriram um modo de cozinhar os grãos de soja, transfomá-los em um purê e precipitá-lo através de sais de magnésio e cálcio, formando o assim chamado "queijo de soja" ou tofu. O uso destes alimentos derivados de soja se espalhou pelo oriente, especialmente no Japão. O uso de "queijo de soja" como fonte de proteína data do século 8 da era cristã (Katz, Solomon H "Food and Biocultural Evolution A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems", Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).


Não é à toa que os antigos chineses não se alimentavam do grão de soja. Hoje a ciência sabe que ela contém uma série de substâncias que podem ser prejudiciais à saúde, e que recebem o nome de antinutrientes.(...)»


obrigado

29.8.09

Eliminar o stress num minuto

Sabe ler inglês, tem um trabalho stressante e quer aprender a relaxar em poucos instantes? Então leia este artigo que está óptimo e é para si.

«Picture this: Sixty seconds of inner quiet. Of not trying to multi-task a thousand responsibilities. Of not projecting yourself into the future. Sixty seconds of listening instead of talking — or lovingly wrapping a gift rather than Grinching your way through the chore.

Believe it or not, a focused 60-second meditation stops the forward momentum of anxiety and nervousness that's so pervasive in our world. And anybody, regardless of schedule, can do it with some practice. "Take just a moment of quiet — even one brief minute of serenity is powerful," says busy mom, leadership trainer, personal development coach and spiritual counselor Dawn Groves, author of Meditation for Busy People. "You don't have to set aside a whole day for meditation," she adds. "Instead, grab what's fresh and useful from a short meditative break, and take that calm into the continuing action of your life." (...)»

27.8.09

E porque não, ser uma EcoFamília?

O projecto EcoFamílias II, promovido pela EDP Distribuição em parceria com a Quercus, visa a sensibilização dos cidadãos para as questões ligadas ao consumo de energia no sector doméstico, nomeadamente para a sua redução e racionalização.

O objectivo principal é identificar os potenciais de poupança na habitação, nomeadamente:

.Nos consumos de standby e off-mode
.Na iluminação
.Hábitos de utilização dos equipamentos audio-visuais e informáticos;  equipamentos de climatização;  máquinas de lavar/secar roupa e loiça
.Melhoria do conforto higrotérmico na habitação

Esta acção decorrerá entre 2009 e 2010, e prevê o acompanhamento de 1000 famílias (500 em cada ano), residentes em Portugal Continental.

As famílias recebem uma visita dos técnicos EcoFamílias II, nos dias e horas marcados de acordo com a disponibilidade de cada agregado familiar, para que seja feita a avaliação de hábitos de consumo, medição de consumos em standby e off- mode e, análise de consumos de electrodomésticos e levantamento dos aspectos construtivos da habitação.

Com base nas informações recolhidas, será elaborada uma Ficha de Recomendação específica para cada família, com um plano de gestão adaptado e personalizado, e dividido por vários níveis de implementação:

.Alteração de comportamentos
.Melhor utilização dos equipamentos
.Proposta para a troca de equipamentos por outros mais eficientes
.Divulgação de informação sobre aspectos construtivos e soluções que melhorem o desempenho térmico da habitação

Para se candidatar a esta medida, envie um e-mail com o seu nome, morada e telefone de contacto para ppec@edp.pt ou para ecofamilias@quercus.pt


E, já agora, aproveite e conheça melhor aqui o projecto EcoCasa, onde poderá encontrar muita informação útil acerca de poupança energética no ambiente doméstico.

24.8.09

Estamos quase

Os mais atentos ou interessados já perceberam mais ou menos quem somos e o que queremos. Os ainda mais interessados e atentos, saberão que este projecto tem uma história, isto é, que "não nasceu ontem". Aqui explica um pouco também deste passado. Seja como for, estamos em vésperas de reabrir portas ao público num novo espaço. E com um projecto enriquecido e renovado. Abrimos no dia 1 de Setembro já com as aulas de Yoga com Paula Duarte, ou de Tai Chi com a Virgínia Ribeiro. Sem pompa. Com a mesma simpatia, criatividade e informalidade. E, como sempre, com coisas novas e espantosas a acontecer constantemente.

Mas em vésperas de renascermos, impõe-se uma carta de princípios e intenções:

O Tao Desenvolvimento Pessoal é, antes de mais, uma ideia e uma prática de bem-estar. Isto é, de uma visão positiva, sã, natural e harmoniosa da vida. É a nossa utopia, é o nosso trabalho e o nosso caminho: a tentativa e o processo de felicidade.

Tao não significa muito mais do que o seu sentido literal num dos ídiomas chineses. É a palavra para caminho. Lao Tsu pediu a palavra emprestada e desenvolveu em torno dela uma filosofia espiritual maravilhosa. Mas esse é um caminho. A nossa postura é de muitos caminhos. É global, é complementar e integral: O primado do indivíduo e da consciência global do outro e da natureza (universo). A felicidade, essa nossa utopia, é um caminho múltiplo, exploramo-los todos.

Para Platão uma felicidade ética tinha de ser orientada pelas coordenadas da paz, do amor e da beleza. Também achamos que sim, por isso promovemos arte (criação e beleza), bem-estar e saúde, conhecimento e auto-conhecimento, formação e informação, activismo cívico e ecológico, serenidade e harmonia. E basicamente tudo o que possa enriquecer o ser humano. Porque acreditamos que um ser humano enriquecido constrói um mundo melhor. Um por um faremos a diferença, em multidão somos uma amálgama de inúmeras vontades, regra geral subordinada a algumas poucas vontades terceiras. Isto é, acreditamos que as revoluções interiores são o melhor caminho para a felicidade global e que esse caminho é múltiplo.

Não substituímos ninguém. Acrescentamos valor. Somos complementares. Somos originais, como todos os projectos e propostas, e estamos no ramo dos complementos de bem-estar,  crescimento pessoal, aprendizagem e criação. Por isso não substituímos nem médicos, nem igrejas, nem escolas, nem sequer espaços e projectos similares. Fazemos nossas as palavras aqui parafraseadas do primeiro Buda: não acredites em nada do que te digo, vai e experimenta. Somos multi-disciplinares, respeitamos todos os caminhos do mundo e acrescentamos alguns, valorizamos mais uns do que outros, naturalmente, mas não nos sobrepomos.

Mostramos caminhos eventualmente diferentes e novos e acima de tudo respeitamos a liberdade de cada um escolher e viver, isto é: de experimentar. E sobretudo no que toca à saúde, reforçamos que o faça de forma responsável. Por outras palavras, de forma tolerante, aberta, esclarecida e equilibrada. É por isso que insistimos no carácter de complementariedade. Não só em relação a todas as outras actividades, mas em particular no campo do bem-estar, das terapias. As práticas terapêuticas que proporcionamos têm efeitos positivos comprovados, são executadas por gente em quem confiamos.  Mas não só não somos contra muitos aspectos da medicina científica, como temos a perfeita noção da responsabilidade que é "trabalhar" a saúde e o bem-estar de alguém.

Em concreto e no geral, como é que estas ideias se tornam prática? Em aulas diárias (de Yoga ou Tai Chi, por exemplos), em oficinas e workshops, em conferências, em consultas, em cursos, em exposições, em edições, em retiros ou escapadinhas terapêuticas, em clubes e tertúlias, em projetos educativos, em viagens, em música, em teatro, em agricultura biológica e práticas de sustentabilidade ambiental, enfim, em tudo o que nos ocorra, no âmbito do nosso quadro de valores, interesses ou preocupações.

As nossas principais janelas para o mundo são este blogue, intitulado Caminho(s). É a nossa página do Facebook. É o nosso website: http://tao.yolasite.com/

A forma mais eficaz de seguir o nosso blog e as nossas sugestões será assinar o nosso feed (ou clique em "posts rss" ao cimo; ou inscreva o seu email na caixa que consta no cabeçalho deste blog e siga as instruções) e receber as novidades confortavelmente na caixa do correio electrónico.

19.8.09

A felicidade pega-se: espalhe o vírus

Projecto prova que as emoções são contagiosas

Um projecto liderado pelo psicólogo Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire, Reino Unido, envolveu um largo número de pessoas durante quase uma semana. O objectivo era expandir a felicidade. Segundo o investigador, as emoções são contagiosas e acredita que as pessoas possam passar felicidade para aqueles que as rodeiam, ajudando assim a “alegrar o mundo”.

Autor do livro «59 Segundos: Pense um pouco, mude muito» («59 Seconds: Think a Little, Change a Lot»), Richard Wiseman conduziu o estudo com 26 mil participantes e os resultados iniciais estarão acessíveis em breve numa publicação científica, ainda não determinada.

Numa parte do estudo, os participantes foram aleatoriamente designados a um dos cinco grupos existentes. As pessoas dos primeiros quatro grupos viam um vídeo descrevendo uma das quatro técnicas normalmente utilizadas para estimular a felicidade: expressão gratidão, sorrir, recordar um acontecimento agradável do dia anterior ou praticar um acto de gentileza.

Foi pedido aos elementos do quinto grupo, o “grupo de controlo”, que pensassem simplesmente no que tinha acontecido no dia anterior. Este grupo é muito importante porque ajuda a avaliar o nível de mudança na felicidade obtida por efeito de placebo.

Aos participantes foi-lhes pedido que continuassem a treinar as técnicas ensinadas e que no final do projecto reportassem qualquer mudança no seu humor.
Todas as tácticas, mesmo as do “grupo de controlo”, resultaram num aumento da felicidade. No entanto, os participantes a quem foi pedido que pensassem numa coisa positiva do dia anterior foram os que registaram o maior nível de alegria (mais 15 por cento do que o “grupo de controlo”).

A outra parte do projecto incluía duas sondagens a nível nacional, uma antes outra depois do estudo. Perguntou-se a duas mil pessoas para avaliarem o seu humor.

Metade das pessoas que responderam descreveram-se como alegres, 30 por cento desanimadas e 20 por cento indecisas.

Os resultados revelaram 7 por cento de crescimento de alegria após a experiência. É impossível, no entanto, dizer se este crescimento se deveu apenas ao projecto ou se foi causado por outros factores.


In Ciência Hoje

16.8.09

Uma revolução silenciosa em curso

Neste momento, à superfície do mundo há guerra, violência e o cenário parece negro. No entanto, tranquila e discretamente, ao mesmo tempo, algo diferente está a acontecer por baixo.

Está a ter lugar uma revolução interior e alguns indivíduos estão a ser chamados para uma luz superior. É uma revolução silenciosa. De dentro para fora. De baixo para cima. Trata-se de uma operação global. Uma conspiração espiritual.

Há células adormecidas em todas as nações do planeta. Não nos verás na televisão. Não lerás sobre nós nos jornais. Não ouvirás sobre nós na rádio. Não procuramos glória. Não usamos farda. Somos de todos os tamanhos e feitios, cores e estilos.

A maioria de nós actua de forma anónima. Estamos serenamente a trabalhar nos bastidores em todos os países e culturas do mundo. Em pequenas e grandes cidades, em montanhas e vales, em quintas e aldeias, em tribos e ilhas remotas. Você poderia passar por um de nós na rua sem reparar.

Somos clandestinos. Permanecemos por detrás da ribalta. Não nos interessa quem é que fica com o mérito mas apenas que o trabalho seja feito.

Por vezes, detectamo-nos uns aos outros na rua. Cumprimentamo-nos com um aceno discreto e prosseguimos o nosso caminho. Durante o dia, muitos de nós finge ter um emprego normal, mas é à noite por detrás dessa falsa fachada que o verdadeiro trabalho ocorre.

Alguns chamam-nos de Exército Consciente. Estamos lentamente a criar um novo mundo com o poder das nossas mentes e dos nossos corações. Seguimos, com paixão e júbilo. As nossas ordens vêm da Inteligência Espiritual Central.

Quando ninguém está a olhar, largamos bombas suaves e secretas de amor: Poemas, Abraços, Música, Fotografias, Filmes, Palavras gentis, Sorrisos, Meditações e Orações, Dança, Activismo social, Websites, Blogs, Gestos aleatórios de bondade.

Cada um de nós expressa-se de formas únicas com os nossos talentos e dons únicos. "Sê a mudança que queres ver no mundo". Este é o lema que enche os nossos corações. Sabemos que esta é a única forma de acontecer uma transformação real. Sabemos que, tranquilamente e com humildade, temos o poder de todos os oceanos combinados.

O nosso trabalho é lento e meticuloso como a formação de montanhas, nem sequer é visível a olho nú e, no entanto, com ele mover-se-ão enormes placas tectónicas nos séculos vindouros.

O Amor é a nova religião do século XXI. Não tens de ser uma pessoa com educação superior ou possuir conhecimentos excepcionais para o entender. Vem da inteligência do coração, embebida no intemporal pulso evolucionário de todos os seres humanos.

"Sê a mudança que queres ver no mundo". Mais ninguém o pode fazer por ti. Estamos a recrutar... talvez te juntes a nós ou talvez já o tenhas feito. Todos são bem-vindos. A porta está aberta.

autor anónimo, traduzido por nós daqui

13.8.09

Ciência confirma virtudes terapêuticas do chá branco

Chá branco: A fonte da «eterna» juventude

Bebida aumenta elasticidade da pele e previne contra doenças cancerígenas e cardiovasculares

As propriedades benéficas de determinadas ervas não são uma novidade, mas um novo estudo mostra que optar por uma chávena de chá branco pode ser uma decisão bastante saudável já que ficou demonstrado que reduz os riscos de cancro, reumatismo, artrites e até mesmo rugas.

Uma equipa de cientistas da Universidade de Kingston, em Londres (Reino Unido), em parceria com a Neal’s Yard Remedies testou as propriedades de 21 planta e extractos de ervas e chegou à conclusão que todas elas tinham benefícios, mas ficaram intrigados com as múltiplas potencialidades do chá branco.

Declan Naughton, docente da School of Life Sciences, da Universidade de Kingston, explicou que a bebida podia ajudar a prevenir o envelhecimento e tem grandes níveis de anti-oxidantes que podem precaver o organismo de doenças cancerígenas e cardiovasculares.

“Fizemos testes para identificar extractos de plantas que protegem as proteínas estruturais da pele, especialmente a elasticidade e o colagénio”, avançou. O investigador acrescentou ainda: “A elastina [proteína] permite a natural elasticidade do corpo e o melhor funcionamento dos pulmões, das artérias, ligamentos e da pele”.

Continua em Ciência Hoje

13.7.09

As empresas e o desenvolvimernto pessoal

"A capacidade de desenvolvimento pessoal é uma característica cada vez mais pedida pelas empresas, mas costuma esbarrar em várias dificuldades alheias à vontade dos próprios colaboradores.

Num cenário de crise, como o que acontece hoje em dia, as empresas querem o melhor de todos os mundos no que diz respeito às pessoas que pretendem contratar."

Continua aqui

2.7.09

O que é e o que devia ser: Um diálogo com Krishnamurti

Interrogante: Li muito de filosofia, psicologia, religião e política, matérias essas que, em maior ou menor grau, aludem às relações humanas. Li também vossos livros, que se ocupam com o pensamento e as idéias e, por alguma razão, me sinto enfarado de tudo isso. Estive nadando num oceano de palavras, e em toda parte aonde vou só se me oferecem mais palavras e ações derivadas dessas palavras: conselhos, exortações, promessas, teorias, análises, remédios. Naturalmente, tudo isso deve ser posto de parte; vós mesmo o fizestes, mas, para a maioria dos que vos têm lido e ouvido, o que dizeis são só palavras. Deve haver pessoas para as quais o que dizeis representa algo mais do que palavras, uma realidade absoluta, mas refiro-me aos demais. Eu gostaria de ultrapassar as palavras, ultrapassar a idéia, para viver em relação total com todas as coisas. Pois, afinal de contas, essa relação é vida. Tendes dito que cada um deve ser mestre e discípulo de si próprio. É-me possível viver com toda a simplicidade, sem princípios, crenças, e ideais? Posso viver livremente, sabendo que sou escravo do mundo? As crises não nos batem à porta antes de entrarem, os desafios da vida de cada dia surgem antes de os pressentirmos. Sabendo isso, tendo-me visto tantas vezes a braços com esses desafios, a perseguir fantasmas, pergunto-me a mim mesmo como posso viver corretamente e com amor, clareza e alegria não forçada. Não quero saber como viver, porém viver; o "como" nega o próprio viver real. A nobreza da vida não consiste em praticar nobreza.

Krishnamurti: Após dizerdes tudo isso, onde vos achais? Desejais realmente viver com felicidade e amor? Se o desejais, onde está o problema?

Interrogante: Eu o desejo deveras, mas isso não me leva a parte alguma. Há anos que desejo viver dessa maneira, mas não posso.

Krishnamurti: Portanto, embora negueis o ideal, a crença, a diretiva, estais, com muita sutileza e de maneira indireta, perguntando a mesma coisa que todos perguntam; é o conflito entre "o que é" e o que "deveria ser".

Interrogante: Mesmo tirando-se o que deveria ser, vejo que "o que é" é horrível. Enganar a mim mesmo, para não vê-lo, seria muito pior ainda.

Krishnamurti: Ver "o que é" é ver o universo, e rejeitar "o que é" é a origem do conflito. A beleza do universo está em "o que é"; e viver com "o que é", sem esforço, é virtude.

Interrogante: "O que é" inclui também a confusão, a violência, toda espécie de aberração humana. Viver com "o que é" é o que chamais virtude. Mas isso não é insensibilidade e insânia? A perfeição não consiste simplesmente em abandonar todos os ideais! A própria vida exige que eu a viva com beleza, como a águia nos ares; viver o milagre da vida, carecendo da beleza total, é inaceitável.

Krishnamurti: Então, vivei-o!

Interrogante: Não posso.

Krishnamurti: Se não podeis, vivei então em confusão; não batalheis contra ela. Conhecendo toda a aflição que ela traz, vivei com ela, isto é, com o que é. E viver com "o que é", sem conflito, liberta-nos dele.

Interrogante: Quereis dizer que nosso único defeito é sermos autocríticos?

Krishnamurti: Não, de modo nenhum. Não sois suficientemente crítico. Não ides mais longe em vossa autocrítica. A própria entidade que critica precisa ser criticada, examinada. Se o exame é comparativo, feito de medida em punho, então esse padrão é o ideal. Se não há padrão nenhum - por outras palavras, se a mente não está sempre comparando e medindo - podeis observar "o que é", e então "o que é" já não é a mesma coisa.

Interrogante: Observo-me sem nenhum padrão e, no entanto, continuo a viver sem beleza.

Krishnamurti: Todo exame requer um padrão. Mas, é possível observar de maneira que só haja observação, ver, e nada mais - que só haja percepção, sem a entidade que percebe?

Interrogante: Que quereis dizer?

Krishnamurti: Há o ato de olhar. A aferição desse "olhar" é interferência, deformação do "olhar": não é olhar; ao contrário, é avaliação do "olhar"; são duas coisas tão diferentes como um pedaço de giz e um pedaço de queijo. Tendes percepção de vós mesmo, sem a deformação, apenas uma absoluta percepção de vós mesmo, tal como sois?

Interrogante: Tenho.

Krishnamurti: Vedes fealdade, nessa percepção?

Interrogante: Não há fealdade na percepção, porém na coisa percebida.

Krishnamurti: A maneira como percebeis é o que sois. A virtude está em olhar puramente, ou seja com atenção, sem a deformação produzida pela medida e a idéia. Viestes aqui a fim de perguntar como viver com beleza e amor. Olhar sem deformar é amor, e a ação dessa percepção é a ação da virtude. Essa clareza da percepção atuará constantemente no viver. Isso é viver como a águia nos ares; é a beleza viva, o amor vivo.

Com os nossos agradecimentos à última e excelente (como sempre) newsletter da Instituição Cultural Krishnamurti, que pode ser lida na íntegra aqui. Aconselhamos vivamente, de resto, a subscrever gratuitamente este magazine digital dedicado ao grande pensador indiano.

20.5.09

Sobre a crença

Pergunta: Acreditar em Deus tem sido um poderoso incentivo para melhorar a vida. O senhor rejeita Deus, porquê? Por que não tenta restabelecer a fé do homem na ideia de Deus?

Krishnamurti: Olhemos para o problema de um modo aberto e inteligente. Eu não rejeito Deus – isso seria demasiado estúpido. Só o homem que não conhece a realidade utiliza palavras sem significado. Aquele que diz que sabe, não sabe; aquele que experiencia a realidade a todo o momento não tem meios para comunicar essa realidade.

A crença é a negação da Verdade; a crença impede a Verdade; acreditar em Deus é não encontrar Deus. Nem o crente nem o não-crente encontram Deus; porque a Verdade é o desconhecido, e acreditar ou não no desconhecido é uma simples projecção pessoal e portanto não é real. Sei que você é crente, e sei também que isso tem pouco significado na sua vida. Há muita gente crente; milhões acreditam em Deus e nisso obtêm consolo. Primeiro que tudo, por que é crente? É crente porque isso lhe dá satisfação, consolo, esperança e, como você afirma, dá significado à vida. De facto, o seu acreditar tem muito pouco significado, porque acredita e explora os outros, acredita e mata, acredita num Deus universal e aceita que os homens se matem uns aos outros. O homem rico também acredita em Deus, ele explora sem piedade, acumula riqueza, e depois constrói um templo ou torna-se filantropo.

Os homens que largaram a bomba atómica em Hiroshima disseram que Deus estava com eles; aqueles que voaram de Inglaterra para destruir a Alemanha afirmavam que Deus era o seu co-piloto. Os ditadores, os primeiros-ministros, os generais, os presidentes, todos eles falam de Deus, têm imensa fé em Deus. E estarão eles a fazer o que deviam fazer, construindo uma vida melhor para os seres humanos? As pessoas que afirmam acreditar em Deus já destruíram metade do mundo, e este planeta está uma completa desgraça. Através da intolerância religiosa criam-se divisões entre os povos, os que acreditam e os que não acreditam, o que conduz a guerras religiosas. Isso demonstra como as nossas mentes estão extraordinariamente politizadas.

Será que acreditar em Deus é “um poderoso incentivo para uma vida melhor”? Por que queremos nós um incentivo para viver melhor? Claro que esse incentivo deve ser o nosso próprio desejo de viver com higiene e com simplicidade, não é assim? Se procuramos um incentivo, é porque não estamos interessados em tornar a vida melhor para todos, estamos apenas interessados no nosso incentivo, que é diferente do de outra pessoa – e acabaremos por lutar por causa de um incentivo. Se vivermos em paz uns com os outros, não porque acreditamos em Deus mas porque somos seres humanos, então partilharemos todos os meios de produção com o objectivo de produzir coisas para toda a gente. Devido à falta de inteligência, aceitamos a ideia de uma super-inteligência a que chamamos “Deus”; mas esse “Deus” não nos vai proporcionar uma vida melhor. O que conduz a uma vida melhor é a inteligência; e não pode existir inteligência se houver crença, se houver divisões sociais, se os meios de produção estiverem nas mãos de poucos indivíduos, se existirem nações isoladas e governos soberanos. Tudo isto indica falta de inteligência e é a falta de inteligência que está a impedir uma vida melhor, e não a descrença em Deus.

Todos nós acreditamos de modos diferentes, mas a crença não tem qualquer realidade. A realidade é aquilo que cada um é, o que cada um faz, pensa, e acreditar em Deus é um mero escape para a nossa monótona, estúpida e cruel existência. Mais, a crença invariavelmente divide as pessoas: há o hindu, o budista, o cristão, o comunista, o socialista, o capitalista, e tudo o resto. A crença e a ideia dividem; nunca levam as pessoas a estarem unidas. Algumas pessoas podem juntar-se e formar um grupo; mas esse grupo acaba por se opor a outro grupo. Ideias e crenças nunca são unificadoras; pelo contrário, elas são separativas, desintegradoras e destrutivas. Portanto, a crença em Deus está de facto a espalhar a infelicidade no mundo; embora essa crença nos traga consolo momentâneo, ela na realidade trouxe mais sofrimento e destruição na forma de guerras, fome, divisão de classes e a impiedosa acção de indivíduos que se puseram à parte. Assim, a crença não tem validade alguma. Se acreditássemos realmente em Deus, se isso fosse uma experiência real para nós, então haveria um sorriso na nossa face; e não destruiríamos os outros seres humanos.

O que é a Realidade? O que é Deus? Deus não é a palavra, a palavra não é a Realidade. Para conhecer isso que é imensurável, que não está no tempo, a mente tem de estar liberta do tempo, quer dizer, a mente tem de se libertar de todo o pensamento, de todas as ideias acerca de Deus. O que sabemos nós sobre Deus ou a Verdade? Não sabemos realmente nada sobre essa Realidade. Tudo o que conhecemos são palavras, são experiências de outros ou alguns momentos de experiências pessoais. Claro que isso não nos dá a conhecer Deus, não é a Verdade, isso não está para além do tempo. Para se conhecer isso que está para além do tempo, temos de compreender o processo do tempo, tempo sendo pensamento, sendo o processo de “vir a ser”, sendo acumulação de conhecimentos. Isso é tudo o que está por detrás da mente; a mente, em si, é esse fundo (background), é o consciente e o inconsciente, é o colectivo e o individual. Assim, a mente tem de estar livre do conhecido, isto é, ela tem de estar completamente em silêncio, não forçada ao silêncio. A mente que atinge o silêncio como um resultado, como o produto de determinada acção, prática ou disciplina, não é uma mente em silêncio. A mente que é forçada, controlada, moldada, posta dentro de limites e mantida quieta, não é uma mente em paz. Podemos ter sucesso por algum tempo em forçar a mente a ser superficialmente silenciosa, mas tal mente não é uma mente serena. A serenidade só acontece quando compreendemos todo o processo do pensamento, porque compreender esse processo é acabar com ele, e na cessação do processo do pensamento está o começo do silêncio.

Só quando a mente está completamente em silêncio, não apenas a um nível superficial mas a um nível profundo da consciência – só então o desconhecido pode manifestar-se. O desconhecido não é algo para ser experimentado pela mente; apenas o silêncio, e só o silêncio pode ser experienciado. Se a mente experimenta o silêncio, é porque está simplesmente a projectar os seus próprios desejos, e uma tal mente não está em silêncio; enquanto a mente não estiver em silêncio, enquanto o pensamento sob qualquer forma, consciente ou inconsciente, estiver em movimento, não poderá haver silêncio. Silêncio é libertação do passado, dos conhecimentos, de memórias conscientes e inconscientes; quando a mente está em completo silêncio, não em funcionamento, quando há silêncio que não é produto do esforço, então o Intemporal, o Eterno dá-se a mostrar. Esse estado não é um estado para lembrar – não há qualquer entidade a recordá-lo, a experimentá-lo.

Portanto, Deus, a Verdade, chamemos-lhe o que quisermos, é algo que se manifesta a todo o momento, e isso só acontece num estado de liberdade e de espontaneidade, não quando a mente é disciplinada de acordo com um padrão. Deus não é uma coisa da mente, não vem através da autoprojecção; só acontece quando há virtude, que é liberdade. Virtude é enfrentar o facto de o que é, e enfrentar o facto gera um estado de bênção. Quando a mente está nesse estado de profunda alegria, em paz, sem qualquer movimento, sem a projecção consciente ou inconsciente do pensamento, – só então o Eterno se manifesta.

Jiddu Krishnamurti in "A Primeira e Última Liberdade"

Fonte: Núcleo Cultural Krishnamurti Portugal
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8.5.09

Meditação

Vindo para o centro

"Tente observar uma aranha. A aranha tece a sua teia em qualquer nicho conveniente e, depois, senta-se no centro e fica quieta e silenciosa. Mais tarde, uma mosca vem e pousa na teia. Assim que ela toca e abana a teia, "boop!" - A aranha salta sobre ela e envolve-a nos fios. Ela retira-se para guardar o insecto e regressa para se posicionar silenciosamente no centro da teia.

Observar uma aranha desta forma pode dar origem à sabedoria. Os nossos seis sentidos têm a mente no centro, cercada pelo olho, ouvido, nariz, língua e corpo. Quando um dos sentidos é estimulado, por exemplo, uma forma contactando o olho, ela agita e atinge a mente. A mente é aquilo que sabe, aquilo que conhece a forma. Apenas isto é suficiente para a sabedoria surgir. Isto é simples.

Como uma aranha na sua teia, devemos viver cuidando de nós próprios. Assim que a aranha sinta o contato de um insecto com sua teia, ela agarra-o rapidamente, amarra-o e volta novamente para o centro. Isto não é nada diferente das nossas próprias mentes. "Vir para o centro" significa viver atentamente com compreensão clara, estando sempre alerta e fazendo tudo com exactidão e precisão - isto é o nosso centro. Não há realmente muito que possamos fazer; nós apenas vivemos cuidadosamente desta forma. Mas isto não significa que vivamos inconscientemente a pensar: "Não há necessidade de fazer meditação sentada ou a caminhar!", e esquecermos assim tudo sobre a nossa prática. Não podemos ser descuidados! Devemos permanecer em alerta como a aranha que espera para apanhar os insectos para se alimentar.

Isto é tudo o que temos que saber - sentar e contemplar essa aranha. Faça muito isto e a sabedoria poderá surgir espontaneamente. A nossa mente é comparável à aranha, as nossas emoções ou impressões mentais são comparáveis aos vários insectos. Isto é tudo o que há! Os sentidos envolvem e estimulam constantemente a mente; quando qualquer deles contacta alguma coisa, isto imediatamente alcança a mente. A mente, então, investiga-o e examina minuciosamente, após o que retorna ao Centro. É assim que ficamos alertas, agindo com precisão e compreendendo sempre conscientemente com sabedoria. Isto é o bastante e a nossa prática está completa."

Ajahn Chah in Bodhinyana

18.4.09

Guerreiros Sem Armas: Uma ideia global para uma acção local

Conheça agora os Guerreiros sem Armas, um magnífico projecto de activismo social que nasceu no Brasil e se espalha pelo mundo, formando uma rede global de soldados da paz e da solidariedade, cada um agindo na sua própria comunidade de residência.

Mas o melhor é mesmo saber o que é e o que faz esta Organização Não Governamental e, se possível, tornar-se também um Guerreiro sem Armas na sua própria comunidade. Deixe-se inspirar por esta ideia:

«“Procuramos pessoas dispostas a pôr a mão na massa para mudar o mundo já”. É esta frase, directa e sem subterfúgios, que figura no cartaz colado na parede. Há quem passe e nem repare, há quem olhe e tenha medo de arriscar e há os outros. Os que estão dispostos a agir, prontos a entrar em acção e dão um passo em frente: estes serão os Guerreiros Sem Armas (...)»

Continua aqui

E veja como foi em 2007:


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30.3.09

Cancro dos ovários: algumas dicas importantes

Mais informação útil recebida por email, adaptada para este blog. Sobre um grave problema de saúde feminina, que, como quase todos os graves problemas de saúde, pode ser prevenido: O cancro dos ovários. Saiba ler os sinais:

- Atente em qualquer dor ou desconforto pélvico ou abdominal, vagos mas persistentes problemas gastrointestinais como gases, náuseas e indigestões;

- Vontade de urinar frequente e/ou urgente, sem que tenha alguma infecção;

- Perda ou ganho de peso inexplicável;

- Pélvis ou abdómen inchados, entumescidos e/ou com sensação de cheio, cansaço anormal, ou mudanças inexplicáveis dos seus hábitos intestinais.

- Se esses sintomas persistirem por mais de duas semanas, peça ao seu médico uma combinação de exames pélvico/rectal, exame de sangue CA-125 e ultrassom transvaginal.

- O exame de Papanicolau NÃO detecta o cancro ovariano.

Conheça melhor este tipo de cancro aqui ou aqui
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28.2.09

E porque não, imprimir mais verde?

Um ambiente mais sustentável é uma responsabilidade de todos nós e passa por gestos às vezes "insuspeitos", por mudar pequenos hábitos e costumes do nosso quotidiano. Este artigo do canal de tecnologia do portal Sapo, apresenta algumas dicas muitos práticas para economizar num dos líquidos mais caros do mundo: a tinta das nossas impressoras. E para poupar as florestas.

«Que a vida está cara todos sabemos. É um daqueles clichés que entraram no discurso de todos e com alguma razão. Fazer umas poupanças e tentar esticar o que temos é, provavelmente, uma das "ginásticas" que melhor conhecemos.

É por isso que hoje decidimos juntar dois temas em torno de um único ponto, neste caso como prolongar a vida dos seus tinteiros e toners recorrendo a algumas práticas mais verdes. (...)»

continua aqui
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5.2.09

A insónia e as alternativas naturais aos comprimidos

O que é melhor para combater a insónia: Os seus hábitos e comportamento? Ou as drogas farmacêuticas? Eis aqui neste artigo que traduzimos para o blog, uma abordagem muito interessante acerca deste problema cada vez mais frequente nas nossas sociedades altamente competitivas e stressantes. E de como se pode fugir ao trilionário negócio dos soníferos ou calmantes em forma de comprimido, recorrendo a métodos mais naturais e menos prejudiciais.

As respostas mais imediatas e "simples" para os problemas, de facto, nem sempre são as melhores. Em próximo post veremos como o yoga e a meditação são duas dessas valiosas ferramentas comportamentais, o que significa no fundo mudar de atitude e de estilo de vida com a ajuda de práticas milenares de bem-estar.

Curar a insónia sem comprimidos

 Para quem sofre de insónias crónicas, estudos mostram que os simples tratamentos comportamentais ou psicológicos funcionam tão bem, e por vezes melhor, do que os populares medicamentos, segundo um relatório no “The Journal of Family Practice”.
O jornal médico Sleep relatou no ano passado acerca de cinco experiências científicas de ponta (no original “high quality trials”) que revelaram que terapias de comportamento cognitivo ajudavam as pessoas com insónia a adormecer mais cedo e a dormir mais tempo. Outra análise, do American Journal of Psychiatry, em torno de 21 estudos, mostrou que o tratamento comportamental ajudava as pessoas a adormecer nove minutos mais depressa do que os comprimidos para dormir. Noutras medições, a terapia do sono funcionou tão bem como a medicação, mas sem qualquer efeito secundário.
As estratégias comportamentais para um sono melhor são surpreendentemente simples, e essa é uma das razões para tantas pessoas não acreditarem que elas possam fazer a diferença. Um dos métodos mais eficazes é o do controle dos estímulos. O que significa, por outras palavras, não ver televisão, comer ou ler na cama. Não ir para a cama antes de estar ensonado. Levantar-se todos os dias à mesma hora, sem fazer “sestas” durante o dia. Se não for capaz de adormecer, saia da cama ao fim de 15 minutos e faça qualquer coisa relaxante, mas evite actividades estimulantes e pensamentos.
A chamada higiene do sono também faz parte da terapia do sono. Isto inclui exercício regular, instalar persianas à prova de luz no seu quarto para o manter escuro e assegurar que a temperatura do quarto seja confortável. Coma refeições regulares, não vá para a cama com fome e limite as bebidas, sobretudo álcool ou bebidas com cafeina, antes da hora de ir para a cama.
Finalmente, não se esforce demasiado para adormecer e vire o relógio para a parede para não ver as horas. Olhar para o tempo a passar é uma das piores coisas a fazer quando se tenta adormecer.
Pode ser difícil de acreditar, mas muitos estudos mostram que estes simples passos fazem realmente uma diferença significativa a pessoas com problemas de sono. Estas intervenções são baseadas na noção de que os pensamentos e os comportamentos podem “hiper-estimular” o sistema nervoso central e desregular os ciclos do sono, o que resulta em insónia crónica, como esclarece o Family Practice.
Se estes passos não resultarem, fale com o seu médico, para que este lhe indique um terapeuta do sono, que lhe possa ensinar técnicas adicionais de relaxamento. Por vezes, um terapeuta pode trabalhar consigo no sentido de reprogramar os seus horários de adormecer e acordar, um processo mais integrado onde o paciente ajustam a sua hora de dormir todas as noites durante algumas semanas.
E para mais informação acerca de comprimidos para dormir, leia este artigo do The Times.

Por Tara Parker-Pope, colunista de Saúde do The New York Times

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14.1.09

Fugas Inglórias: Um texto inspirador

«Não te preocupes tanto com o teu karma passado. Ocupa-te do teu karma futuro, pelas escolhas, acções e pensamentos que escolhes nutrir e alimentar agora mesmo.

O que é que te adianta quem foste, o que fizeste, o que não devias ter feito, a não ser para que possas mudar, e o faças no presente?

O que é que interessa o que 'fizeram de ti?' O que interessa a infância que tiveste, as oportunidades que não te deram, as injustiças que rotulaste como tal (e, deixa-me adivinhar, estavas demasiado ocupado a rotular as tuas para reparares sequer nas injustiças aos outros)...

O que é que interessa se alguém teve mais sorte, na parcialidade limitada e limitadora do teu julgamento? Acreditas sinceramente que alguém está interessado nas tuas desculpas e justificações? Estás, tu próprio, interessado em desculpas e justificações? Não estás. Pois não. O que te leva a pensar que os outros estejam?

O que interessa, e o que adianta, se escolhes perder a tua energia vital com a tua lamentação infinita e com os culpados da tua revolta, da tua desadaptação, da tua miséria, se escolhes perder a vida a queixares-te do que não tens, do qe não ganhas, do que os outros têm mais do que tu, de tudo o que nao viveste? Acreditas sinceramente que alguém deveria tomar conta de ti?

O que interessa, sim, é o que tu queres fazer de ti próprio, o que estás disposto a dar de ti próprio para ser diferente, para pensar diferente, para sentir diferente, para fazer diferente, para atrair diferente, para interpretar diferente, para reagir diferente, para mostrares diferente, para conquistares diferente.

O que interessa é o que podes, o que queres, o que vais, o que escolhes.

O que interessa é que ainda vais a tempo de tomar conta de ti próprio.

Não te lamentes pelo que não podes mudar, toma a firme decisão de mudar o que ainda estás a tempo de mudar, e isso é todo o teu destino.

Tudo o que fazes, e esse é o maior paradoxo, só é possível pela liberdade que tens de criar as tuas prisões futuras - e a tua liberdade actual é a que construíste para ti próprio no passado.

Estás a construir o teu futuro. Agora mesmo. Aqui e agora. Estás. Sabe disso. Recorda-o. Estás a construir o teu futuro. Precisas sabê-lo, convencer-te disso, recordá-lo, lembrá-lo a cada instante.

Recorda o impossível, recorda o agora. Esquece a memória. Estás a construir o futuro com cada pequeno pensamento, com cada escolha grande ou pequena, com cada expiração.

Presta atenção ao que dizes, ao que pensas, ao que fazes, ao que sentes. Encontras alguma relação entre a tua própria vida e aquilo que dizes sobre ela? Sim, eu sei, o que dizes sobre as experiências, dizes depois das experiências, mas antes disso já as pensavas assim. Eu sei, custa a acreditar, mas tu já tinhas essas experiências dentro de ti antes de as viveres. Não tinhas a experiência concreta, mas tinhas o tema genérico, as linhas gerais, a qualidade específica do desafio. O que não havia era a situação concreta e a tua resposta à situação. Essa é, e sempre foi, da tua responsabilidade - do teu poder.

A experiência apenas te forneceu material para verbalizares, carne sangue e músculos para um esqueleto que já existia, a anatomia da tua psique particular. Eu sei que te pode custar a aceitar, mas a tua tarefa pessoal é simultaneamente uma tarefa universal, e tu tens uma maneira única de a concretizar - dando tu a tua própria resposta às perguntas universais que a Vida faz através dos acontecimentos concretos da tua vida. Os temas são universais, as circunstâncias são particulares, as respostas são as tuas - e são únicas.

E depois vais ao psicanalista e despejas o saco dos conteúdos dos arquétipos, e fazes bem, mas a estrutura dos arquétipos é colectiva, porque é prévia à tua existência. A tua neurose é única e universal ao mesmo tempo, a tua infância foi imperfeita porque é da natureza da infância ser imperfeita, embora hajam diversos arranjos possíveis e miríades de infâncias imperfeitas e miríades de agentes humanos para fazer cumprir os dramas cósmicos.

O teu analista conhece o teu caso de centenas de outros pacientes, e dos livros, e da supervisão, e da sua própria análise. As mesmas personagens no teu psiquismo movem-se também no psiquismo dos outros, embora narrando outras histórias, comportando-se de outra maneira, relacionando-se de maneiras distintas, querendo de maneiras diferentes fundamentalmente as mesmas coisas, ou mais de uma, ou mais de outra. Os arranjos diferem, o conteúdo concreto também, porque é preenchido com as experiências concretas de vidas tão diferentes quanto o número de indivíduos que existem. Mas a estrutura arquetípica e a qualidade essencial das perguntas, essa é colectiva, Humana, reencenada de maneiras diferentes por diferentes poderes, simbolizados como os deuses, as sub-personalidades, as partes, os daimons que se movem dentro de ti.

O que é interessante é conheceres essa personagens do teu psiquismo, aprenderes a dialogar com elas, a reconciliar-te contigo próprio.

És tu, no fundamental, o prisioneiro, a cela e a chave.

És livre, em essência, de te tornares em quem queres, limitado apenas por quem és, inspirado por quem nasceste para Ser, destinado a Seres Quem És, a Tornares-te novamente em Ti próprio.

Não fujas de ti mesmo. É na Sombra que evitas que habita a Luz que te pode guiar.

Que mania essa de andares a querer sair de ti próprio sem te seres primeiro.»

Nuno Michaels in Armazéns Astralhógicos

2.1.09

Paulo Coelho e o corpo de mulher

Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.
Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas.... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.
Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.
A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.
Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.
As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, mimados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!
A beleza é tudo isto.

Texto atribuído a Paulo Coelho

29.12.08

Terapias Naturais: Conselhos Práticos

Dicas de saúde natural. Uma pequena grande lista com curas e mezinhas naturais, que temos o prazer de partilhar com os nossos leitores. Pela sua Saúde e pelo seu Bem-Estar:

Enxaqueca
1. Enxaqueca Matinal: ferver a casca da laranja (+-5cm) por 5 minutos e tomar o chá;
2. Enxaqueca à tarde: geralmente é causada por problemas digestivos – tomar chá adequado (sementes de erva-doce, cascas de laranja com canela ou camomila, por exemplo);
3. Enxaqueca de ressaca e sonolência: pela manhã bater levemente uma fatia de melancia com semente, coar e beber o sumo;
4. Dor de Cabeça: colocar os pés por 1 minuto em água muito gelada;

Stress
1. Comer 1 maçã por dia – sempre no café da manhã ou no lanche da tarde, nunca após as refeições;
(também combate a asma e a rouquidão)
2. Fazer chá da casca da maçã e tomar antes de dormir;
3. Caminhar de 5 a 15 minutos diariamente descalço na terra ou na grama;
4. Nas dermatites seborreicas/caspas causadas pelo stress, esfregar por 2 minutos o couro cabeludo com sementes de tomate e lavar em seguida com água fria (ou o mais fria possível);

Gripes/Pneumonia
1. Assar bananas em forno convencional, pulverizar com canela em pó e comer à vontade pela manhã;
2. A casca da banana também é utilizada para remover verrugas, para cicatrizar queimaduras de até 3o. grau e para rachaduras nos pés – raspar a parte interna da casca, colocar sobre o local e cobrir com um penso rápido ou uma faixa;

Furúnculos/Hemorragias
1. Colocar uma rodela de cebola crua sob o local do furúnculo e enfaixar/colocar ligadura – deixar de um dia para o outro. O furúnculo sairá completamente e vai ficar um buraco no local que fechará em alguns minutos após a remoção da ligadura;
2. Nos cortes, esfregar um bocado de cebola crua no local várias vezes;
3. Nas hemorragias nasais, cheirar profundamente um bocado de cebola crua;

Infecção da garganta
1. Gargarejar com suco de abacaxi com uma pitada de sal;
2. Comer sempre que possível rodelas de abacaxi à noite (como sobremesa do jantar)

Aftas
1. Bochechar qualquer produto com bicabornato de sódio (como sais de fruto); propólis
2. Óleo de cravo-da-índia (aplique 1 ou 2 gotas do óleo um botão do algodão e introduza-as gradualmente a área afetada)
3. Malva (em chá ou solução para gargarejo)
4. Chá preto (aplicar o saquinho úmido sobre as aftas)
5. Sálvia (em chá, para bochechos ou em solução para gargarejo)
6. Alcaçuz (em pastilhas) 


Colesterol Elevado
1. Cortar uma berinjela grande em fatias finas (com casca) e colocar de molho em 1 litro de água – colocar no frigorifico de um dia para o outro. No dia seguinte remova as rodelas de berinjela, acrescente o suco de dois limões e beba este litro ao longo do dia (Cuidado, esta receita usada por mais de 15 dias causa emagrecimento acelerado, não ultrapasse 60 dias de uso contínuo).

Hipertensão
1. Esmagar três dentes de alho à noite, esmagar, colocar numa chávena com água e com o suco de 1 limão, tomar pela manhã e completar os mesmos dentes esmagados com água e limão novamente, tomar à noite e repetir a receita com outros três dentes de alho para o dia seguinte, ou seja cada três dentes são usados para tomar o remédio duas vezes;

Diabetes
1. Fazer um chá de 80 gramas da raiz da urtiga em 1 litro de água por dia;

Artrose
1. Fazer chá das folhas do sabugueiro;

Sarampo
1. Fazer chá das flores do sabugueiro;

Gastrite/Úlcera
1. Liquidificar 1 batata grande (ou duas médias) e tomar 1 copo pequeno deste “leite” 30 minutos antes do café da manhã e 30 minutos antes do jantar;
2. Gastrite: tratar por 2 semanas;
3. Úlcera: tratar por 1 mês;

Azia
1. Mastigar pedaços de batata crua e engolir o suco;

Baixa Tensão
1. Chá de Canela;

Má Circulação
1. Imergir os pés em água quente por quatro minutos e em seguida colocar em água fria por 1 minuto e voltar para a água quente e fria sucessivamente.

Espinhas/Rugas no Rosto
1. Fazer uma mistura de argila, suco de cenoura, mel e confrei e aplicar uma camada desta pasta de aproximadamente 1 cm no rosto por uns 40 minutos;

Fibromialgia/Relaxante Muscular
1. Mastigar a casca seca da laranja;

Dor no Ombro
1. Ralar o caroço de um abacate, colocar no álcool por uns 10 dias e massajar o local;

Dicas Gerais
1. Tome no mínimo 2 litros de água por dia;
2. Tome banhos de duche o mais frios possível;
3. As refeições devem sempre ser feitas com frutas/verduras/legumes etc., frescos, nunca de frasco ou congelados;
6. A casca da laranja é um excelente analgésico;

Naturalmente que esta informação não dispensa a necessária ou eventual ajuda profissional, ou confirmação junto de especialistas de saúde, mas não há nada como experimentar. Naturalmente...

17.12.08

O stress: Conhecer e controlar

Além de veículo de divulgação de sítios, projectos ou eventos dedicados ao bem-estar ou ao desenvolvimento pessoal, este blog do projecto Tao também pretende ser um sítio onde se possa aprender, com informação útil ou interessante, pedaços de sabedoria do mundo ou dicas e sugestões dos mais variados assuntos, de livros a técnicas de relaxamento. É o caso do artigo que segue, daqueles que nos chegam por correntes de email e com autoria anónima (se alguém conhecer o autor(a) agradecemos que nos informem e os devidos créditos serão dados), que muitas vezes nem abrimos, mas que podem conter ensinamentos preciosos. Neste caso falamos de Stress, de o conhecer e de o combater. Vale a pena ler e, já agora, multiplicar, não se acanhe a repassá-lo para os seus amigos ou familiares que sofram da "maleita":

O STRESS

Nas últimas décadas, cada vez mais pessoas sofrem de stress. As mudanças bruscas no estilo de vida e a exposição a um ambiente cada vez mais complicado levam-nos a sentir um determinado tipo de angústia. Sentimo-nos desprotegidos e envolvidos em situações traumatizantes; os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a sofrer de doenças, especialmente do foro cardiovascular.

CAUSAS COMUNS

Cada pessoa reage de forma diferente a possíveis factores de stress. Se saltar de pára-quedas é um passatempo e um divertimento para uns, para outros só a ideia já é aterradora. Não existem pois factores absolutos. No entanto, aqui ficam alguns exemplos mais comuns:
• Ameaças súbitas: incêndios, explosões, acidentes;
• Torturas, detenções e outras situações de violência;
• Violência urbana diária;
• Desequilíbrio dos mecanismos de defesa individuais;
• Acidentes ou ocorrências com lesões corporais importantes;
• Sensação de insegurança;
• Perda da estabilidade económica, como ser demitido;
• Dificuldades sexuais;
• Doenças prolongadas;
• Intervenções cirúrgicas;
• Morte de pessoas próximas;
• Mudanças imprevistas;
• Aquisição de dívidas e de compromissos difíceis de honrar;
• Conflitos permanentes no trabalho ou em casa.
• Divórcio;

O STRESS COMO DOENÇA

O stress provoca um desequilíbrio entre o corpo e a mente, afectando os mecanismos de defesa. Os sintomas manifestam-se com a combinação de vários factores. Para os médicos, o stress é o causador de muitas doenças; contribui também para complicar ou atrasar a recuperação de uma doença prolongada ou aumentar o seu período incapacitante. O stress pode originar perturbações mentais, erupções da pele, alterações do aparelho digestivo, alteração de certas glândulas internas (tiróide), perturbações menstruais, impotência, desinteresse pela actividade sexual, entre outras.

SUGESTÕES PARA EVITAR O STRESS 

• Aprenda e pratique uma técnica de relaxamento, para libertar a sua mente de pensamentos negativos e perturbações que irão quebrar do círculo vicioso do stress;
• Afaste-se de situações angustiantes ou conflituosas;
• Transforme as sessões de relaxamento e alongamento muscular num hábito diário;
• Evite levar para casa problemas relacionados com o trabalho; peça apoio à sua família, mas não a envolva em problemas;
• Esforce-se por repartir o seu tempo de forma equilibrada entre trabalho, lazer e família;
• Caminhe um pouco antes de ir para casa;
• Vá a livrarias ou museus;
• Tome uma bebida calmante, com por exemplo um chá quente ou gelado;

ALGUMAS TÉCNICAS DE RELAXAMENTO 

• Feche os olhos por alguns segundos várias vezes ao dia. Faça inspirações profundas e lentas em sessões repetidas ao longo do dia.
• Quando sente que o seu ânimo dimimui ou está angustiado, faça uma pausa e siga algumas das sugestões anteriores. Outro movimento simples e muito bom para relaxar é movimentar os ombros para cima e para baixo de forma longa e lenta e esticar as mãos ao mesmo tempo.
• Estabeleça horários e rotinas de relaxamento e exercícios pré-definidos com durações específicas. Estes rituais podem transformar-se em verdadeiros "oásis" que o afastam da angústia ameaçadora.
• Inscreva-se num ginásio. Além de iniciar um programa de exercícios regular, sentirá que uma boa condição física ajuda a diminuir a predisposição para os efeitos do stress, para a ansiedade e para a depressão.

CONSELHOS PARA EVITAR O STRESS NO TRABALHO 

• Quando tiver uma sobrecarga de trabalho e de responsabilidade, faça um período de descanso; lembre-se que o stress pode encobrir doenças mais graves;
• Aprenda a dizer não quando confrontado com solicitações que são exageradas ou que simplesmente não pode satisfazer;
• Faça um balanço diário da sua vida, alegre-se com o que ela tem de bom e felicite-se por isso;
• Identifique os acontecimentos que na sua rotina diária lhe causam mal-estar ou que o perturbam profundamente. Alguns exemplos:
- Competitividade conflituosa entre colegas de trabalho.
- Disputa por um lugar no estacionamento ou um melhor local dentro do escritório;
- As filas do almoço, os lugares; etc.
- Ficar irritado com aglomerações;
- Deixar acumular tarefas;
- Não cumprir datas de pagamento;
- Disputar ultrapassagens no trânsito a caminho do trabalho ou de casa.
• Faça um programa com datas e acções para se desembaraçar dos aspectos negativos do seu ambiente e do seu comportamento.

TRATAR O STRESS 

Para controlar, melhorar e prevenir os efeitos do stress, defina e resolva de forma honesta e séria os conflitos que, a diferentes níveis, possa estar a viver: espirituais, profissionais ou familiares.
• Procure diferentes tipos de aconselhamento. Consulte especialistas: médicos, psicólogos, terapeutas ou inscreva-se em grupos de apoio.
• Seja moderado em todas as suas actividades, mas reforce as que lhe causam maior entretenimento ou satisfação. Faça uma boa alimentação. Beba com moderação.
• Pratique exercício de acordo com suas possibilidades físicas. Hoje em dia, tem ao seu dispor inúmeros ginásios e health clubs que lhe oferecem diversos programas de exercícios, individuais ou colectivos, onde se combina o exercício físico com técnicas de relaxamento que serão uma excelente opção para o final do dia (exemplos: alongamentos; bodybalance; ioga; pilates; shiatsu, etc.)
• Proponha-se um novo estilo de vida e realize-o. Fixe metas para si mesmo:
Aumente progressivamente a distância que caminha para chegar ao escritório ou voltar para casa.
- Proponha-se ler um livro, disciplinadamente, todos os meses.
- Pratique desporto duas a três vezes por semana; Não dê desculpas para faltar!
- Vá ao cinema, teatro ou a outros espectáculos pelo menos uma vez por semana.

MODIFIQUE A SUA ROTINA

• Inove e seja criativo na execução das suas tarefas e na forma de se relacionar com os outros.
• Resolva tarefas com a família e programe actividades em grupo;
• Passeie com os seus filhos e o seu cão, transforme as caminhadas num agradável acontecimento de integração familiar.
• Mantenha o bom humor em qualquer circunstância, por mais adversa que ela seja.
• Seja amigável.
• Dê e receba afecto.
• Tenha uma atitude positiva diante da vida; não fique irritado.
• Seja amável