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24.2.16

Para ser feliz...

1. Toma a responsabilidade por ti e pela tua felicidade – toma o teu poder. Não é acerca do que outra pessoa devia fazer para tu seres feliz – é acerca do que tu precisas de fazer, e do que precisas de mudar para seres feliz.

2. Faz o que te faz feliz e Pára de fazer o que te faz infeliz. Quando fazes uma coisa e te sentes feliz, faz mais dessa coisa. Quando fazes uma coisa e não te sentes bem, não o faças mais. Usa este “despertador” – Sê sempre capaz de dizer “Amo onde estou. Amo as pessoas com quem estou. Amo o que faço.” Se não te for confortável dizeres isto, precisas de mudar algo acerca do sítio onde estás, acerca das pessoas com quem estás ou acerca do que estás a fazer de momento, até que te sintas confortável a dizê-lo em todos os momentos.

3. Usa a economia da felicidade. Olha para as actividades em que investes tempo (ler um jornal, por exemplo). Como é que te sentes depois? Se não te sentes tão bem como antes, este não é um investimento sensato, e o teu tempo seria mais bem investido numa actividade diferente que te dê mais felicidade.

4. Resolve as partes da tua vida acerca das quais estás infeliz. Faz um inventário, e faz algo acerca de qualquer parte da tua vida com a qual não estás feliz. Começa com as coisas fáceis.

5. Cuidado com a tua saúde. Se tens um sintoma físico, estás infeliz acerca de algo. O sintoma reflecte tensão na tua consciência acerca de algo que se passava na tua vida quando o sintoma começou. Resolve a tensão acerca dessa situação, e o sintoma já não terá mais razões para existir, e tu serás mais feliz.

6. Vive no presente com uma atitude positiva. Não te preocupes com o futuro. 95% das crises na tua vida nunca acontecem. Se mantiveres uma atitude positiva, terás razão pelo menos 95% do tempo, em vez de estares errado/a 95% do tempo – e serás mais feliz.

7. Aceita-te a ti e à tua individualidade, e à dos outros. Não te comprometas procurando aceitação. Procurar a aceitação dos outros, é a forma mais rápida de não a teres. Vive a tua verdade. Tu sabes o que sabes, tu sentes o que sentes, e queres o que queres. É quem tu és. Toma-o e vive-o. Podes sempre mudar algo, quando te fizer sentido fazeres essa mudança. Pensa por ti. Serás mais feliz.

8. Faz algo que faça outra pessoa feliz. Vê como te sentes feliz quando fazes isso.

9. Passa tempo com as pessoas que amas. Reconhece o amor, expressa-o livremente, e aceita que és amado/a. Nós vivemos para o amor, ele nutre-nos. Que saibas sempre que és amado/a.

10. Confia na tua viagem


© Martin Brofman 2013. Excerto do site da Brofman Foundation for the Advancement of Healing. in http//:new.healer.ch 

Consultas de Corpo Espelho no Centro Tao. Próximas datas: 6 a 9 de Março. Contacte-nos e marque a sua sessão.

2.1.12

Uma reflexão para 2012

Recebemos neste início de ano, uma mensagem que não resistimos a reproduzir aqui, com a devida vénia agradecida à nossa querida amiga Sílvia Meném e ao seu espaço Portal, a quem desejamos um 2012 pleno de paz, saúde e sucesso!

Armadilhas e Ciladas no Caminho da Ascensão
Por Dr. Joshua David Stone

“Nas minhas viagens pela vida como ser espiritual, psicólogo espiritualista e discípulo do caminho, tomei consciência de muitas das armadilhas e ciladas que se encontram no caminho espiritual. Considero-me até especialista no assunto, pois tive a experiência de cair na maioria delas.
Recomendo, convicto, a meditação sobre a lista que apresento a seguir.
Embora breve em palavras, é profunda em intuições.
O meu propósito ao partilhar estas situações é poupar, ao maior número de pessoas possível, sofrimento desnecessário, carma negativo e os atrasos no caminho da ascensão, provocados pelo desconhecimento e pela ignorância. O caminho espiritual é bastante fácil num plano e incrivelmente complicado em outro. O ego negativo e as forças das trevas espalham sedução e apegos, imensos complexos e ardilosos desafios em cada passo do Caminho. Cometer erros e cair nessas armadilhas é normal. A minha preocupação é evitar que as pessoas que buscam o seu Caminho, fiquem enredadas nas ciladas por longos períodos, ou mesmo vidas inteiras.”

Eis, então, as armadilhas e as ciladas mais comuns:

1:-Abrir mão do seu poder pessoal, concedendo-o a outras pessoas, à mente subconsciente, ao ego negativo, aos cinco sentidos, ao corpo físico, ao corpo emocional, ao corpo mental, à criança interior, a um guru, aos mestres ascensionados, a Deus, a tudo o que for externo.
2:-Amar os outros, mas não a si mesmo.
3:-Não reconhecer o ego negativo como fonte de todos os problemas.
4:- Concentrar-se em Deus, mas deixar de integrar e educar de modo correto, a sua criança interior.
5:-Comer incorretamente e não fazer exercícios físicos suficientes, o que resulta em doença física e limitação nos outros níveis.
6:-Mergulhar profundamente na vida espiritual mas não reconhecer o plano psicológico, que precisa ser compreendido e dominado.
7:-Desejos, desejos e mais desejos materiais.
8:-Exercer poder sobre os outros depois de alcançar o sucesso.
9:-Desligar-se demais das coisas da Terra, o que prejudica o corpo físico.
10:-Tentar escapar da Terra, em vez de criar o Céu na Terra.
11:-Ver apenas as aparências, em vez de observar a verdadeira realidade que está por detrás de todas as aparências.
12:-Tentar tornar-se Deus, em vez de perceber que você já é o Eu Eterno, como todas as outras pessoas o são.
13:-Não perceber que você é a causa de tudo.
14:-Servir os outros totalmente, antes de se tornar auto-realizado dentro de si mesmo.
15:-Pensar que existe algo que se possa chamar de raiva justificada. A raiva é uma armadilha perigosa.
16:-Tornar-se um extremista, e não ser moderado em todas as coisas.
17:-Pensar que precisa ser asceta para tornar-se um ser espiritual.
18:-Tornar-se sisudo demais, deixando de ter alegria, felicidade e diversão suficientes na vida. Não há ascensão sem alegria.
19:-Ser indisciplinado e deixar de perseverar incessantemente nas suas práticas espirituais.
20:-Abandonar as práticas e estudos espirituais quando se envolve num relacionamento.
21:-Dar prioridade a um relacionamento, em detrimento do si e do seu processo interno. Essa é outra armadilha traiçoeira.
22:-Deixar que a criança interior governe a sua vida.
23:-Ser crítico demais e duro demais para consigo mesmo.
24:-Deixar-se enredar pelo glamour e ilusão dos poderes psíquicos.
25:-Tomar posse do seu poder pessoal, mas não aprender ao mesmo tempo a submeter-se ao seu Cristo interno.
26:-Abrir mão do seu poder pessoal quando estiver fisicamente cansado.
27:-Esperar que Deus e os mestres ascensionados resolvam todos os seus problemas.
28:-Viver no piloto automático e relaxar a vigilância.
29:-Entregar o seu poder a entidades que se possam comunicar consigo.
30:-Ler demais e não meditar o bastante.
31:-Deixar que a sexualidade o domine, em vez de dominá-la.
32:-Identificar-se excessivamente com seu corpo mental ou emocional, sem atingir o equilíbrio.
33:-Pensar que precisa ser um canal para outras vozes, ver ou experimentar toda a espécie de fenômenos mediúnicos a fim de se tornar espiritualizado ou ascender.
34:-Forçar a elevação da sua kundalini.
35:-Forçar a abertura dos seus chacras.
36:-Pensar que o seu caminho espiritual é melhor que o dos outros.
37:-Julgar as pessoas em função do nível de iniciação que alcançaram.
38:-Partilhar o seu nível "avançado" de iniciação com outras pessoas.
39:-Contar aos outros o seu "bom trabalho espiritual", em vez de simplesmente centrar-se na sua humildade. “Não saiba a tua mão esquerda o que fez a tua mão direita”.
40:-Pensar que as emoções negativas são algo imprescindível.
41:-Isolar-se dos outros e achar que isso é ser espiritualista.
42:-Considerar a Terra um lugar terrível.
43:-Entregar o seu poder à astrologia ou à influência dos astros, como fatores externos e incontornáveis.
44:-Apegar-se demais às coisas e às pessoas.
45:-Viver desapegado demais com relação à vida; não se esforçar rumo ao desapego envolvido.
46:-Viver preocupado demais com o eu; e não se dedicar o suficiente a servir os outros.
47:-Enredar-se nas numerosas teorias equivocadas da psicologia tradicional, pois cada uma delas não passa de uma fina fatia da torta inteira.
48:-Ser místico demais ou ocultista demais, e não se esforçar para integrar os dois lados.
49:-Desistir no meio das grandes adversidades. Essa é uma das piores armadilhas. Nunca desista! Nunca, jamais deve desistir!
50:-Achar que o sofrimento que o incomoda - seja em que nível for - não irá passar.
51:-Concentrar-se demais no nível de iniciação que alcançou, ou aguardar com ansiedade exagerada o momento da ascensão, em vez de se preocupar com o trabalho que precisa ser feito.
52:-Deixar-se enredar pelos poderes espirituais em vez de reconhecer que o amor é, de entre todos, o maior poder espiritual.
53:-Denegrir outros grupos espiritualistas ou metafísicos, em vez de buscar o trabalho conjunto e a unificação, mesmo que esses grupos não estejam inteiramente sintonizados com todas as suas crenças.
54:-Deixar-se enredar no dogma da religião tradicional, ou quaisquer outros dogmas.
55:-Pensar que precisa de um sacerdote, que aja como intermediário entre si e Deus.
56:-Usar as suas crenças espirituais para gerar divisão, elitismo ou uma condição especial indevida.
57:-Tornar-se fanático demais pelas suas próprias crenças.
58:-Achar que pode alcançar a iluminação por meio de drogas ou algum tipo de pílula mágica. Essa é uma das piores formas de ilusão!
59:-Achar que outras pessoas não precisam trabalhar no seu caminho espiritual.
60:-Sobrevalorizar o relacionamento com os filhos em detrimento das relações consigo mesmo e com o seu Cristo interno.
61:-Enredar-se em todas as atrações deste mundo material, realmente fascinante.
62:- Envolver-se demais no amor a uma só Pessoa, em vez de expandir seu amor para englobar muitas pessoas, e todos os outros, de forma incondicional.
63:-Enredar-se na dualidade, em vez de buscar equilíbrio mental, paz interior e equidade em todos os momentos; se você não transcender a dualidade, continuará a sentir-se vítima da sua própria montanha-russa emocional, sacudindo-se de um lado para o outro entre os altos e baixos da vida. A alma e o espírito pensam com uma consciência transcendente, que não tem ligação com essa lufa-lufa quotidiana.
64:-Ser pai ou filho, mãe ou filha no relacionamento a dois, em vez de assumir a condição de adulto.
65:-Pensar que precisa sofrer na vida. Isto é tremendamente falso!
66:-Ser ou querer ser um mártir do caminho espiritual.
67:-Precisar de controlar os outros.
68:-Ter ambição espiritual.
69:-Precisar de simpatia, amor ou aprovação.
70:-Ter necessidade de ser um Mestre.
71:-Ser hipersensível ou, no outro lado da moeda, duro demais.
72:-Assumir responsabilidades no lugar dos outros.
73:-Ser ou querer ser um salvador.
74:-Servir por motivos egoístas e pensar que está a acumular mérito espiritual.
75:-Pensar que é espiritualmente mais avançado do que realmente é; por outro lado, pensar que é menos avançado do que realmente é.
76:-Ser famoso e cultivar a dependência da fama.
77:-Dar importância indevida à busca da paixão ou da alma gêmea, e não perceber que a sua própria Alma - e a Mônada - são aquelas que, na verdade, o podem complementar e saciar interiormente.
78:-Pensar que precisa de um relacionamento romântico para ser feliz.
79:-Precisar ver-se no centro do palco; ou, no outro lado da moeda, preferir sempre esconder-se pelos cantos.
80:-Trabalhar e esforçar-se demais, exaurindo-se fisicamente, ou, no outro lado da moeda, distrair-se demais e não se ocupar dos assuntos do Pai.
81:-Buscar orientação em médiuns e não confiar na própria intuição.
82:-Entregar-se, neste plano ou no plano interior, a mestres que não sejam ascensionados e que, logicamente, também têm uma compreensão e concepção limitadas da realidade.
83:-Fazer do caminho espiritual um hobby, e não o "fogo devorador".
84:-Perder tempo demais em frente da TV, na Internet, com jogos de vídeo, ou lendo romances fúteis, e assistindo a filmes violentos.
85:-Gastar quantidades imensas de tempo e energia por falta de organização e administração adequada do tempo.
86:-Pensar que discutir com os outros é algo que lhe sirva a si, ou sirva a outras pessoas.
87:-Tentar vencer ou estar certo, em vez de se esforçar por amar e compreender.
88:-Enfatizar demais a intuição, o intelecto, o sentimento e o instinto, em vez de perceber que tudo isso precisa ser equilibrado e integrado, cada qual na
sua devida proporção; a cilada, aqui, é identificar-se excessivamente com um deles.
89:-Devotar-se a um guru que o diminui e o divide, em vez de se dedicar ao Eu espiritual que é você mesmo, e cultivar o seu próprio Cristo interno.
90:-Tentar permanecer aberto todo o tempo, em vez de saber como abrir e fechar o seu campo energético, de acordo com as necessidades.
91:-Não saber dizer não aos outros, à criança interior ou ao ego negativo.
92:-Pensar que a violência ou qualquer tipo de agressão contra os outros lhe vai trazer aquilo que você deseja, ou que sirva a Deus de algum modo.
93:-Culpar Deus ou irritar-se com Ele ou contra os mestres ascensionados por causa dos próprios problemas.
94:-Quando suas orações não forem atendidas, pensar que Deus e os mestres ascensionados não estão respondendo às suas preces.
95:-Comparar-se com outras pessoas, em vez de perceber que somos únicos, e que as potencialidades, as circunstâncias e as vivências do outro não são as suas.
96:-Pensar que ser pobre é ser espiritualizado. Pensar que é preciso ser rico para ser feliz e espiritualizado.
97:-Comparar-se e competir com os outros por causa dos níveis de iniciação e ascensão.
98:-Assumir o papel de vítima diante de outras pessoas ou do seu próprio corpo físico, emocional ou mental, desejos, cinco sentidos, ego negativo, eu inferior.
99:-Estudar demais e não manifestar os seus conhecimentos no mundo real.
100:-Pensar que o seu mau humor é a verdadeira realidade de Deus.
101:-Pensar que o valor reside em fazer e alcançar coisas.
102:-Pensar que você não precisa de se proteger espiritual, psicológica e fisicamente.
103:-Pensar que glamour, ilusão, ego negativo, medo e separação, são a verdadeira realidade.
104:-Usar açúcar, café e refrigerantes e outros estimulantes artificiais para obter energia física.
105:-Tentar fazer tudo sozinho e não pedir a ajuda a Deus; ou, no outro lado da moeda, pedir a ajuda de Deus e não se ajudar a si mesmo.
106:-Deixar de amar as pessoas porque elas o estão a tratar mal ou dando um exemplo negativo de egoísmo; não distinguir a pessoa de seu comportamento.
107:-Perder a fé na realidade viva da Alma, da Mônada, de Deus e dos Mestres Ascensionados, e na capacidade que eles têm de ajudá-lo.
108:-Pensar que apenas as outras pessoas podem atingir a ascensão, ou ser Luz no mundo, ou pelo menos não nesta vida.
109:-Tentar atingir a ascensão para fugir dos problemas quotidianos.
110:-Pensar que a Terra é uma prisão, e não reconhecê-la como um Paraíso em evolução.

“Tudo o que existe no universo divino é governado por leis - físicas, emocionais, mentais e espirituais. Aprendendo a compreender essas leis e tornando-se obediente a elas você trilhará o caminho da ascensão.”

Por uma humanidade livre, Joshua David Stone.

23.10.11

O que é que nos olha de frente?

Com a devida vénia à página do Facebook da Associação Agostinho da Silva, não resistimos a (re)partilhar aqui um belo texto do padre católico e grande poeta José Tolentino Mendonça:

A escuta, a vigilância, a atenção são ferramentas para uma viagem humana fecunda. Os Padres do deserto diziam: «O maior dos pecados é a distração». 

Vivemos num mundo que nos atropela continuamente, pela quantidade e velocidade da informação. As imagens que vemos também nos obsidiam, aprisionam e devoram. Na sobreposição de discursos e factos, nem sempre somos capazes de contrariar a alienação. E depois: quantos dos nossos gestos não se tornaram, entretanto, meros automatismos! Quantas das nossas escolhas não se esvaziaram de conteúdo, cabendo-nos administrar apenas a forma! É assim que acontece que numa cultura marcada por um excesso de signos, vivamos mergulhados numa inesperada e dramática pobreza simbólica. De certa maneira, enfraqueceu-se a nossa capacidade de ver, e com isso perdemos o acesso a dimensões necessárias de profundidade. 

O verbo mais importante é o ver, diziam os gregos. E para ver não basta olhar, não basta deslocar a visão para o outro lado da janela. É preciso, como avisa Fernando Pessoa, «não ter filosofia nenhuma». Só uma atitude de desprendimento nos permite aceder à vigilância autêntica. E não esqueçamos: só um coração pobre vigia. Só um peregrino descobre. Só o olhar do que não tem defesas consegue colher, no instante, a verdadeira presença. 

Escreve o místico Silesius: «a rosa é sem porquê, floresce porque floresce, não cuida de si própria, não pergunta se a vemos». Quando se diz ‘a rosa é sem porquê’, ou ‘a rosa é de ninguém’, propomo-nos investir num modo de construir o real que já não passa por sermos predadores e o real ser uma presa que vamos dominar ou domesticar. Entramos num espaço não já de predadores e presas, mas de vigilantes, de contemplativos, de operadores do assombro. 

Vigiar é colocar-se na disponibilidade para a surpresa, para aquilo que vem, tendo consciência que o fundamental da vida não é o que adquirimos, o que fizemos, o que de alguma maneira dominámos, mas sim a incessante prática da hospitalidade. Toda a música que ouvimos, nos preparou, no fundo, para o ato da escuta. Todos os textos que estudamos, toda a poesia que lemos nos prepararam melhor para o ato da leitura. Toda a relação em que investimos, todo o afeto que partilhámos, todo o amor com que amámos, preparam-nos para o ato simples de amar. A vigilância é isso. Não está no apego ao mapa, mas no amor pela viagem. Temos mesmo de deixar a zona de conforto dos mapas para nos tornarmos viajantes, enamorados, vigilantes, sentinelas. 

Dir-se-ia que a vida nos pede uma escuta que atravesse o tempo, que perfure os séculos, que transcenda a paisagem, sintonizando com aquilo que verdadeiramente temos diante de nós. E, por isso, temo-nos de perguntar muitas vezes, pela vida fora: Qual é a nossa fronteira? O que é que nos olha de frente? O que trazemos diante de nós? 

José Tolentino de Mendonça

4.8.11

Meditação


«A meditação é uma tentativa deliberada de atravessar até aos estados mais elevados da consciência e finalmente passar além destes. A arte da meditação é a arte de mudar o foco da atenção para dimensões cada vez mais subtis, sem perder o controlo sobre as dimensões que são deixadas para trás. De certa forma é como ter a morte sob controlo. Começamos com as dimensões mais básicas: circunstâncias sociais, costumes e hábitos; o espaço físico envolvente, a posição e respiração do corpo; os sentidos, as suas sensações e percepções; a mente, os seus pensamentos e sentimentos; até que todo o mecanismo da personalidade é realizado e firmemente controlado. O estágio final da meditação é alcançado quando o sentido de identidade vai além do ‘eu sou isto e aquilo’, além do ‘eu sou assim’, além do ‘eu sou apenas a testemunha’, além do ‘existe’, além de todas as ideias até ao ser puro impessoalmente pessoal. Mas tens de ter bastante energia se queres explorar a meditação. Não é definitivamente uma ocupação apenas para os tempos livres. Limita todos os teus interesses e actividades ao que é estritamente necessário para ti e para os que dependem de ti. Poupa todas as tuas energias e todo o teu tempo com um único propósito, quebrar a barreira que a tua mente ergueu à tua volta. Acredita em mim, não te vais arrepender.»

Sri Nisargadatta Maharaj (fonte)

20.6.11

A casa dos mil espelhos (do folclore japonês)

Há muito tempo atrás, num distante e pequeno vilarejo, existia um lugar conhecido como a casa dos mil espelhos.

Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar. Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa. Olhou através da porta de entrada com as suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia. Para sua grande surpresa, deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com as suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos. Quando saiu da casa, pensou: "Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes".

Nesse mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele. Quando saiu, ele pensou: "Que lugar horrível, nunca mais volto aqui".

Todos os rostos no mundo são espelhos. Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que você encontra?

11.2.11

Receitas Gerais para Ficar Doente

Embora seja possível fornecer-se receitas específicas para ser doente, apresentamos a seguir as dicas globais para que possamos ser doentes e sentirmo-nos pessoas comuns, iguais a todos:

1. Alimente-se desregradamente. Comer bastante carne, açúcar, refrigerantes, chocolates, docinhos, enlatados, salsichas, etc. Tudo isso é bom para provocar fermentações, putrefações intestinais sintomáticas ou não, baixa de resistência orgânica, acúmulos e demais determinantes de desequilíbrios que se assentarão com o tempo (antes produzindo fenômenos simples como dores, febres, azias ...). O ideal é comer também a toda hora. Isto é bom para alterar o ciclo biológico natural favorecendo a prisão de ventre, a obesidade, a pressão alta, as infecções e inflamações, os tumores, a ansiedade, a culpa, a barriga grande ...

2. Evitar os alimentos naturais, os cereais integrais, as frutas, os legumes, as raízes, o pão integral puro, o mel, etc. , pois favorecem a desintoxicação das sujeiras, além de fortalecerem o organismo e torná-lo mais saudável.

3. Alimente-se principalmente à noite, após as 22 horas, pois assim o organismo será forçado a trabalhar em regime de hora extra. Isto é excelente para o envelhecimento precoce, a obesidade, a gordura abdominal (não existe coisa melhor para a formação dos pneus abdominais de gordura que comer à noite e em abundância, principalmente queijos ... ). Também é bom para a pessoa acordar cansada e desenvolver falta de memória.

4. Manter sempre hábitos alimentares comuns como a velha feijoada de toda semana. A feijoada, usada com constância, é muito boa para desencadear, sem que o freguês perceba, os seguintes resultados: elevação do colesterol e dos triglicerídios, arteriosclerose, pressão alta, angina pectoris, reumatismo, artrite, gota, lipomatose, cistos sebáceos, envelhecimento precoce, distúrbios da vesícula biliar, gastrite, colite, enterite, hemorróidas, varizes, retenção de líquidos, distensão abdominal, glaucoma e uma grande quantidade de outras doenças. Para melhores resultados, aconselha-se a utilização de feijoada em lata, cujos efeitos são mais intensos ainda. Ela já vem com antibióticos. E ninguém paga nem um centavo a mais por esta vantagem!

5. Freqüentar sempre e constantemente os bons restaurantes. Viver o prazer da boa mesa. Afinal, mais vale viver pouco, mas intensamente, do que viver muito, mas monotonamente, comendo arroz integral ...

6. Evitar os restaurantes naturais, vegetarianos, macrobióticos, os sucos vegetais, saladas, se quiser ser doente.

7. Usar açúcar branco e cafezinho em abundância. Isto favorece não somente a baixa de resistência, mas o famoso sugar blues, a doença do açúcar: depressão, melancolia, adinamia, fraquezas, instabilidade emocional, fomes repentinas, ansiedade ... tudo ajudado pelo excesso de cafezinhos que contribuem para o nervosismo e irritação, etc. Ideal para escritórios ...

8. Evitar ginástica, o trabalho físico, a movimentação do corpo. Levar uma vida sedentária, longe dos esportes e do contato com o ar puro e a natureza. Preferir habitar os grandes centros poluídos..

9. Participar com freqüência de festas intensas, banquetes. Trocar o dia pela noite e comer bastantes excessos. Morar em apartamentos úmidos, longe da luz do sol.

10. Evitar a sauna, a massagem profissional [...], a dança, a expressão corporal, o Tai-Chi-Chuan, as artes marciais.

11. Fumar uma grande quantidade de cigarros. Bom para produzir vários problemas, entre eles, as alterações nervosas, a bronquite tabágica, alterações de circulação arterial, diminuição do oxigênio do sangue e dos tecidos (grande parte das doenças modernas ocorrem num organismo pobre de oxigênio ...) o câncer, a gastrite, inapetência, enfisema pulmonar, perturbações da memória, alterações do sabor e do olfato, etc. Mas vale o prazer de fumar, não é? Afinal, fumar é uma questão de bom senso... mesmo que no Brasil o hábito seja responsável por cerca de 100 mil mortes anuais e produzirá no mundo a cifra ínfima de trinta milhões de mortes até o ano 2000. Hoje existem cerca de trezentos milhões de pessoas em todo o globo que sofrem muito por enfisema pulmonar e demais problemas derivados do cigarro.

12. Beber álcool com freqüência. Isto é normal. O álcool está presente nos lares, nos escritórios, acompanha as grandes festas, favorece os grandes negócios, acalma e combate a ansiedade. Mesmo sabendo-se que ele é uma grande ilusão e que "tudo o que estimula termina por deprimir", e que na verdade o álcool é depressor do sistema nervoso, convém usá-lo para obter os seguintes males: neurite alcoólica, perturbações visuais, diminuição da resistência orgânica, hepatite, cirrose hepática, pressão alta, inflamações, câncer do estômago, irritação da mucosa, agressividade, tendência ao enfarte. No extremo pode ocorrer delirium-tremens, coma e morte. Quem quiser passar por estas experiências deve consumir muito álcool. Usado com moderação e com sapiência ele não é muito capaz disto.

13. A qualquer simples sintoma como febre, dor de cabeça, mal-estar, lançar mão de drogas alopáticas. Evitar as ervas medicinais, a homeopatia, o do-in, o relaxamento, o jejum, etc.

14. Seguir estritamente as ordens dos médicos sem nenhum comentário, sem questionamento. Tomar todos os remédios, mesmo que produzam efeitos colaterais, piores que o problema ou sejam capazes de gerar mais doenças, além daquela que está sendo tratada. Aceitar também as cirurgias indicadas sem procurar outras opiniões profissionais.

15. Assistir sempre bastante televisão, acompanhar as novelas, acreditar piamente nos noticiários que a televisão emite. Uma família inteira assistindo à TV junta é um excelente método de alienação conjunta. A TV em excesso é excelente para embotamento do raciocínio. Se não estiverem passando programas interessantes, deve-se jogar videogame com as crianças ou ter um vídeo-cassete comum, bom estoque de filmes de violência, de guerra ou pornográficos. Como alternativas, existem computadores com programas alienantes de excelente qualidade. Para completar, convém assistir à televisão comendo biscoitos doces em abundância e a todo instante ir beliscar uma coisinha na geladeira. Para engordar é ótimo.

16. Comprar e consumir tudo o que é indicado pela propaganda na TV, rádio, outdoors e demais veículos de vendas.

17. Levar sempre as crianças em festinhas de aniversário onde reinam as guloseimas cariogênicas, descalcificantes, redutoras de resistência orgânica, favorecedoras das amigdalites, tosses, febres, bronquites, crises de asma, urinas noturnas, dificuldades escolares de fundo alimentar, com aditivos corantes e aromatizantes cancerígenos. Melhor até é organizar as festinhas em sua casa mesmo. Facilita.

18. Andar sempre na moda. Sapatos bem altos são bons para produzir alterações da coluna, como escolioses, lordoses, sifoses, dores musculares, etc. Cosméticos, xampus, brilhos, bases, cremes sintéticos, etc., embelezam mas condicionam a pele, não a deixam respirar direito e a envelhecem. Usá-los é no entanto necessário para manter o status. Evitar os cosméticos naturais, as máscaras biológicas, a sauna, os banhos de luz, a hidroterapia, a acupuntura cosmética, que são benefícios para a pele.

19. Perseguir obstinadamente ideais como a fama, a fortuna, o reconhecimento público, a notoriedade. São formas de busca ansiosa que não trazem nenhum sentido existencial verdadeiro, nenhuma realização interior autêntica, mas atraem a inveja, o ciúme, a inimizade, a falsa amizade. É graças a elas que temos hoje um mundo em pé de guerra.

20. Ter sempre uma vida tensa, agitada, ansiosa mas ... plena de realizações profissionais, mesmo que em casa esteja acontecendo um inferno. É uma receita para morrer mais cedo através do stress, da estafa, do enfarte, da úlcera, dos distúrbios psíquicos e sexuais, da neurastenia.


Autor anónimo (recebido por email), se conhecer a autoria desde texto precioso diga-nos que teremos todo o gosto em dar-lhe um pai ou uma mãe :)

23.10.10

Pistas para uma existência plena

15 Dicas para viver uma vida mais consciente, plena e equilibrada



1. Todos nós ao nascer, ganhamos um espelho. Este espelho é, então, colado no nosso peito. E assim vivemos toda a nossa vida, reflectindo o outro e vendo no (espelho do) outro o nosso reflexo. Hermann Hesse disse : “Se você odeia uma pessoa, odeia algo nela que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos incomoda.”
Viver considerando isto, vai desenvolvendo nossa compaixão, nossa tolerância, nossa empatia e nossa solidariedade para com as nossas fraquezas e dificuldades e as dos outros.


2. Cem por cento do que somos e vivemos (inclusive o que supomos ser acidentes) é fruto de nossas escolhas e opções. Conscientes ou inconscientes. Desta ou de outras vidas.
Viver consciente disto desenvolve nosso discernimento e nossa responsabilidade para com a vida, com as pessoas e com nossas atitudes.


3. Livre-se da culpa. A única função da culpa é manter sua auto-estima baixa (por isso algumas religiões fomentam a ideia da culpa para assim manter o poder). Transmute a culpa por responsabilidade. Ninguém é culpado de absolutamente nada, mas todos são completamente responsáveis por tudo.
Viver assim te torna mais atento e cuidadoso para com toda a existência.


4. Desenvolva a aceitação. Sempre que entramos em contacto com alguma dificuldade ou fraqueza nossa, através de alguém ou de alguma circunstância, normalmente o primeiro impulso da mente/ego é: ou nos defendemos, negando e resistindo a entrar em contacto (muitas vezes entrando na irritação e na revolta, geralmente imputando a culpa a alguém ou a alguma coisa), ou entramos na condição de vítimas, mergulhando na baixa auto-estima.
Aceite sua natureza humana como ela é e aceite também a sua sombra. Entenda que você está aqui na Terra para aprender e expandir sua existência. Um Mestre hindu disse: “Errar, ter defeitos, falhas, fraquezas, é seu direito. Trabalhar para transmutar isso tudo é seu dever”.


5. Tudo no Universo tem duas polaridades : yin/yang, masculino/feminino, positivo/negativo, etc. As emoções e os sentimentos também tem duas polaridades: o outro lado da tristeza é a alegria, do medo é a coragem, da raiva é a energia de realização, do ódio é o amor e o perdão, da ansiedade e da angústia é a calma e o centramento, da baixa auto-estima é a confiança em si mesmo, enfim, nosso grande trabalho de transmutação é estar constantemente reequilibrando estas polaridades. Os hindus diriam que devemos estar sempre transmutando Tamas e Rajas em Sattwa, isto é, trazendo sempre os pensamentos, sentimentos e actos densos , limitadores e negativos, para as frequências mais subtis.
Viver assim economiza energia. Considerando que tudo na vida é passageiro, é mais inteligente procurar mudar a polaridade das coisas e dar a volta por cima do que ficar naufragando constantemente nos mesmos padrões psico-emocionais.


6. Desenvolva a neutralidade e a observação. Os índios chamam isto de “visão da águia”: sair voando de dentro do burburinho dos eventos e, de cima, com uma perspectiva ampla, observar os acontecimentos sem identificação ou julgamentos. Ou, em outro exemplo: sair de dentro do rio caudaloso de nossa vida - onde estamos imersos até o pescoço - sentar na margem e observar. Quando dentro do rio, imersos até o pescoço, qualquer ondinha nos parece uma grande vaga, mas quando nos sentamos à beira do rio, a ondinha é novamente ondinha, e aí podemos ter uma perspectiva mais correcta e um envolvimento menos sofrido com as coisas.
Isto desenvolve uma profunda consciência da relatividade dos pontos de vista e, por conseguinte, o redimensionamento da nossa identificação e envolvimento com a transitoriedade da vida.


7. Evite as comparações. Lembra-se do “jardim do vizinho é sempre mais bonito” ? É um engano, uma armadilha! Mal sabemos que o vizinho ao olhar o nosso lado também pensa a mesma coisa sobre algum aspecto de nós...
Considerar este facto, livra-nos do peso dos julgamentos alheios e torna-nos mais centrados no nosso próprio eixo.


8. Os hindus dizem que todas as doenças que existem - sejam físicas, emocionais, psíquicas ou energéticas - derivam, de uma forma ou de outra, de uma única doença: a ignorância de nossa natureza real, a Unidade (eles chamam esta ignorância de avidya e a Unidade de Brahman).
Toda a criação é uma grande rede onde tudo interage, é interdependente e holográfico. Realmente não estamos irremediavelmente presos a tempo e espaço e às três dimensões (não só as antigas tradições, mas a física quântica actual afirmam amplamente esta questão). Considerando a nossa natureza una, saiba que não há nada fora de você que você precise obter que já não tenha. Está tudo dentro de você, todo o Universo. Você apenas precisa relembrar sua natureza original, que está pulsando em cada partícula do Universo, em cada pessoa, em cada ser de cada reino. Todo amor, paz e felicidade já estão dentro de você, sempre.
Você decididamente não é um pecador. Você não é uma pedra bruta que precisa ser lapidada. Você já é uma jóia pronta, maravilhosa, só que recoberta pela poeira desta ignorância primordial.
Passar a considerar estas verdades milenares em nossa vida quotidiana desenvolve nossa co-participação consciente no Universo nos seus mais diversos níveis de existência.


9. Todo o Universo é consciente ! Cada pessoa, cada animal, cada planta, cada pedra, cada célula, cada átomo, cada galáxia... A consciência não é um privilégio do cérebro humano, que é apenas um dos veículos onde esta Consciência se expressa. Esta é a chamada omnipresença e omnisciência de Deus. Os índios têm formas sofisticadas de entrar em contacto e interagir com a consciência subjacente à Natureza.
Viver considerando este facto torna sua vida muito mais respeitosa, consciente e responsável.


10. Quando a vida nos apresenta algo desconfortável, algum obstáculo ou algum confronto, normalmente o que é accionado em nosso corpo/mente é o “automático” lutar ou fugir. A adrenalina está sempre pronta para desencadear acção. Mas a verdade é que na maior parte das vezes não seria necessário lutar nem fugir, bastaria relaxar e observar, e a partir daí agir com consciência, ou então deixar os acontecimentos desenrolarem-se naturalmente. Vamos investir mais nas endorfinas! Faça Yoga ou Tai Chi Chuan!
Desta forma, em todos os níveis da nossa vida, podemos integrar firmeza e simultaneamente relaxamento – só firmeza gera rigidez e só relaxamento gera preguiça!


11. Adote a pergunta : “O que é que eu tenho que aprender com isso?”. Todas (todas mesmo) as coisas que nos acontecem, vêm para nos ensinar. A vida está sempre fazendo as suas arrumações para que possamos aprender e evoluir. Por isso alguém já disse: “cuidado com o que desejas pois pode acontecer!”. Nós costumamos achar que quando pedimos a Deus alguma virtude, Ele vai milagrosamente introduzir esta virtude em nossa mente e de repente ficamos pacientes, ou disciplinados, ou tolerantes. Provavelmente o que a vida fará é proporcionar-te situações que vão fazer-te desenvolver aquela virtude. Se você pediu paciência, provavelmente vai atrair pessoas que te vão fazer perdê-la, e aí é que estará o ensinamento.
Então, sempre que as pessoas ou as circunstâncias te trouxerem desconfortos ou incómodos, em vez de se revoltar, se ofender ou se entristecer, ou ainda, achar que a culpa é do outro, pergunte à Vida o que esta situação está te obrigando a trabalhar, que virtudes e qualidades você está tendo que desenvolver para lidar com isso de forma harmoniosa e equilibrada.
Este procedimento com certeza vai aumentar enormemente a qualidade da nossa consciência e a consequente percepção dos movimentos da vida e do seu sentido.


12. Gastamos muito tempo mental ficando angustiados por um passado que não podemos mais mudar e/ou ficando ansiosos por um futuro que ainda não chegou. Outra grande parte, ainda, gastamos sonhando acordados, delirando os nossos sonhos e desejos. E aí duas coisas ocorrem: uma: sobra pouco tempo para a consciência do aqui-e-agora, o presente, que é onde efectivamente a vida acontece; duas: quando precisamos da mente para as coisas que ela foi feita para funcionar – a nossa vida humana diária – esta mente tem dificuldade em se concentrar, em estar presente, inteira, poderosa, centrada.
Concentrando-nos no presente desfrutamos mais da vida. A meditação é um óptimo treino para aprender a viver no presente, livrando-nos das pré-ocupações (e depois da preocupações) e desenvolvendo uma mente verdadeiramente eficiente.


13. Infelizmente, ainda vivemos sob a ideologia do “ganha-perde”, ou seja, temos muito incutida na nossa cultura a ideia de que para se ganhar alguém precisa perder. É assim que se construiu, por exemplo, o sistema capitalista. Também é seguindo esta filosofia que se está destruindo nosso o planeta. E é desse ganha-perde que estão impregnadas as nossas relações. Não só no sentido profissional e financeiro, mas também no emocional e no afectivo.
É urgente reimplantar-se o “ganha-ganha” nas relações interpessoais e nas relações do homem com a Natureza. Não existe nenhuma possibilidade de ganho real para nada nem ninguém, em nenhum sector da vida, se este ganho for obtido em detrimento da perda de alguém ou de alguma coisa. Na visão oriental, o Karma Yoga é a técnica que visa reeducar o homem e a sociedade para a verdadeira forma de ganhar.
Este procedimento simples pode transformar toda a perspectiva que temos em relação à vida, entendendo e vivendo na prática a grande lei universal de causa e efeito.


14. Atente para a sincronicidade. Uma escritura hindu diz : “Nenhuma folha se mexe sem uma razão”. Nada é casual, mas tudo é intrinsecamente causal. Um outro Mestre disse : “nós falamos com Deus através da oração, e Ele nos fala através da sincronicidade”. O Dr. Jung percebeu que era esta qualidade da Criação que fazia com que as artes divinatórias (I Ching, Tarot, Runas, Búzios) funcionassem. Todo o Universo é Um, portanto tudo é interrelacionado. E a Lei do Karma é quem disciplina este interrelacionamento. Atente para os sinais! O tempo e todo o Universo está interagindo com você!
Estar atento à sincronicidade desenvolve a intuição e a expansão da percepção do movimento consciente e multidimensional do Universo.


15. E finalmente – e sobretudo - “não faças aos outros o que não queres que te façam” ainda é a regra de ouro.


Viver integralmente assim te torna efectivamente consciente, pleno e equilibrado.

Texto de Ernani Fornari

7.6.10

Ainda a propósito da felicidade...

Depois de uma magnífica jornada relaxante*, onde também se falou de felicidade, tendo como mote esta conferência de Matthieu Ricard - nessa noite de debate, já agora, foi aconselhada uma recente entrevista que o monge deu à rádio TSF, quando passou recentemente por Portugal e que pode, e deve :), ser ouvida aqui -, lembrámo-nos de recuperar aqui para o blog um texto delicioso que tínhamos guardado no nosso baú de pérolas escritas. Encontrámo-lo há uns tempos na edição online do jornal Soberania do Povo e tem como autor Onofre Varela. Tem a sua "antiguidade" (tem mais de um ano), mas na sua essência actual e pertinente. Intitula-se "A Crise e a Felicidade!!!..." e está cheio de sabedoria:

«A maioria de nós está farta de ouvir os arautos da desgraça alertarem para a crise que se aproxima. Mas a crise acompanha-nos há tanto tempo que a vida de cada qual é um repositório de crises, começando na financeira, passando pela saúde e acabando no emprego. Cá por mim estou tão farto de ouvir a ameaça da crise que aí vem, que me apetece gritar: Ai é? Então que venha, que eu já cá estou!… Cheguei primeiro e, nestas coisas da vida, a velhice é um posto.
Li, há semanas, um texto de opinião que contraria os vaticínios da crise. Nele se afirmava que a crise não passará de "bluff" e que a Economia tem esquemas e mecanismos auto-reguladores que, se estiverem afinados, compensarão o fenómeno e a crise acabará por não se manifestar nas dimensões dramáticas anunciadas. Se assim for, vamos ter uma crise de pantufas. Ela passa e nós ficamos a vê-la ir!
Depois de ter lido o artigo, desliguei os alarmes e decidi preocupar-me em ser feliz!


Ser feliz!


A felicidade não é mais do que um conceito, a que cada um pode aceder sem precisar de acertar no Euromilhões. Aliás, aquelas pessoas que têm muito dinheiro — acreditem — têm uma vida desgraçada!… Não são mais felizes do que eu, que sou um teso! Elas só têm é mais poder de compra, mas em termos de qualidades humanas, podem ser, até, os maiores pobres deste mundo… a única coisa que têm… é dinheiro!… Coitadinhos daqueles que detêm fortuna! Vivem preocupados e em constante tensão! A vontade de verem o dinheiro a gerar dinheiro, tira-lhes o sono, o que é imensamente prejudicial para a saúde. Só conseguem dormir empastilhados, coitados!… Muitos dos muito ricos, são tristes, têm pele branca e macilenta, e são desconfiados. Acreditem que viver assim é um inferno!… O dinheiro é um bem, mas também pode ser um mal.
E a felicidade é outra coisa! Em termos científicos, pensa-se que o estado de felicidade é induzido pela serotonina, que é uma substância que se encontra em muitos tecidos, incluindo o cérebro, no qual controla os estados de consciência e de humor. Ultimamente, um grupo de cientistas do University College, de Dublin, que se dedicou à procura das chaves para a felicidade, alcançou resultados surpreendentes. Eles mostram, por exemplo, que se sente mais felicidade quando se é útil aos outros (altruísmo) do que quando se procura o puro prazer (hedonismo). E que é mais feliz aquele que dorme mais horas por dia do que o outro que não cumpre um bom sono reparador. Descobriram, também, que cada um de nós tem um tipo de "felicidade-base" registada nos seus génes, de modo que aquilo que para um é sintoma de felicidade, para outro pode não o ser.
O conforto da felicidade é sentido tanto pelo rico como pelo pobre, e não é perene. Só se é feliz em determinados momentos da vida. Ninguém é feliz a vida inteira. Há diversas razões que fazem accionar a serotonina, provocando estados de felicidade. E esta não é nada de concreto nem tem uma única matriz. Ela é algo que tem a ver com o sujeito que a procura, o que a transforma numa aventura individual.
Por isso o indigente e o encarcerado podem sentir momentos de felicidade, enquanto que o rico e o libertado podem sentir-se profundamente infelizes. A ideia da felicidade tem muito do reconhecimento de si própria e da aceitação da vida e das suas circunstâncias.


Felicidade espiritual


O imperador romano Marco Aurélio foi autor de um conjunto de reflexões entre as quais se encontra esta: "a felicidade é mais uma procura do que um encontro".
Mas ela é, também, um conceito cultural e social. Neste mundo, onde todos nós somos meros condenados à morte agraciados com pequenos adiamentos, a felicidade é questão fundamental para se querer continuar a viver. O sentimento de felicidade é um estado de espírito que a sociedade baseada no valor do dinheiro elevou (ou baixou, melhor dizendo) à condição económica de cada cidadão. Cada um terá a felicidade que pode (de "poder material"), de acordo com as suas reais capacidades económicas e com o padrão de felicidade instituido no meio em que se insere. Fica, assim, a felicidade de cada qual, reduzida ao facto de se ter, ou não, dinheiro… sem o qual o sentimento de felicidade não é plenamente satisfeito, por não se ter acesso a bens e a serviços já considerados como niveladores do estado de se ser feliz.
E o conceito de felicidade instituído na nossa sociedade passa por três factores essenciais que são autênticos ícones civilizacionais: ter emprego estável bem remunerado, automóvel e habitação própria.
Daí a felicidade ser também um conceito cultural que se apresenta diferentemente em cada latitude. Um novaiorquino não motiva a sua felicidade no mesmo objecto em que a encontra um índio da selva amazónica, e no entanto ambos têm a mesma reacção química motivadora do mesmo sentimento.


Sejam felizes!


Estas divagações filosóficas avulsas, trouxeram-me à memória o velho conto infantil do Rei Infeliz, cuja doença da infelicidade foi diagnosticada pelos físicos da corte. A cura só seria alcançada quando o monarca vestisse a camisa de um homem feliz! Cavaleiros percorreram todo o reino em busca de um homem verdadeiramente feliz que emprestasse uma camisa ao rei... mas em vão! Todos os contactados se diziam infelizes, cada um por uma razão diferente. Ou porque pagava altos impostos, ou porque tinha familiares doentes, ou porque lhe morrera a melhor vaca leiteira, ou porque os lobos lhe tinham dizimado o rebanho...
Por fim, já cansados de procurar, os cavaleiros buscadores de um homem feliz empreenderam o caminho de regresso, carregando o pesado fardo do insucesso na missão que lhes fôra confiada. Foi então que viram um pobre homem semi-nu, vergado sob um feixe de lenha. Numa derradeira tentativa de poderem encontrar ali o homem que procuravam, os cavaleiros, pouco esperançados, perguntaram ao ancião se ele era feliz. Que sim, foi a resposta! E disse que a mulher e os filhos esperavam-no em casa, debulhando feijões, e quando ele chegasse iria acender a lareira com a lenha que levava… Até já podia imaginar o cheirinho da sopa de feijão a fumegar nas tijelas e o sorriso de satisfação a alumiar o rosto de toda a família. Haveria maior felicidade?, perguntou. Atónitos, os cavaleiros pediram-lhe por empréstimo uma camisa, e ele, serenamente, informou: "Eu não tenho camisa!...".
Neste 2009, mesmo com o espectro de uma crise encomendada por tanta gente… sejam felizes!»


* O sucesso deste nosso primeiro retiro na Casa das Ervas Silvestres da Jutta Weiske (em Verride), significa naturalmente que vamos repetir "a dose" (de delicioso sabor vegetariano...), pelo menos mais uma vez este ano e provavelmente ainda antes de acabar este Verão. Fiquem como tal atentos às nossas novidades, ou aqui no blog ou no facebook. Também pode escrever para o tao.centro@gmail.com e solicitar para receber os nossos emails informativos regulares.

23.4.10

O Yoga, o Vedanta, as modas e um festival em Aveiro

Muito bom, este artigo de Gustavo Cunha no incontornável site Yoga Vaidika:

«Nesses últimos dias interroguei-me se alguma vez o Vedānta gozará de uma procura e de um "estatuto" semelhante ao Yoga em Portugal, e no mundo. À vinte anos atrás o Yoga era praticamente desconhecido em terras lusas e hoje proliferam escolas de vários estilos de Yoga e adaptações contemporâneas como "Acqua Yoga", "Yogilates", "Yoga para grávidas", "Yoga para crianças" e "Yoga para a Terceira Idade", entre outras, sendo raro um ginásio ou academia de fitness não oferecer aulas de Yoga de entre as suas modalidades.

O mais peculiar é que muitas pessoas buscam no Yoga aquilo que o Vedānta oferece, o autoconhecimento, o que não é de estranhar porque Vedānta é Jñāna Yoga (Jñāna = conhecimento).

Sabemos que no Ocidente o Yoga é visto, muitas vezes, através de uma ótica distorcida devido à falta de informação ou à confusão generalizada provocada pelo aproveitamento de benefícios específicos em detrimento da sua proposta total. Assim, olha-se para o Yoga como um tipo de ginástica contorcionista oriental, meio espiritualizado e estranho, e os seus praticantes são tidos como seres algo esotéricos, com uma particular inclinação pelo uso de incenso aromático ou óleos essenciais, dotados de um gosto difícil de entender por tofu, conhecedores dos misteriosos cakras e, certamente, praticantes do sexo tântrico, que entoam sons místicos quando estão sentados e estáticos de olhos fechados em estados meditativos - algo que já alguém apelidou de "seita do Om".

Conversando com alguém que nunca tenha estado numa aula de Yoga ou que pratique Yoga num centro onde confluem práticas como reiki, cura prânica, leitura da aura, regressão, xamanismo ou "terapias alternativas" - e muito é fácil, hoje em dia, criar uma terapia nova, basta pegar num substantivo suficientemente atrativo e acrescentar o sufixo ou prefixo terapia. Não acredita? Vamos a isto: vinoterapia, chocolateterapia, arteterapia, terapia floral, etc - para se perceber que o interesse pelo Yoga existe e que essa palavra quase já faz parte do nosso léxico mas, na verdade, ninguém sabe muito bem o que é, como se faz, de onde vem, a quem se destina e qual o seu propósito.

Nos antigos textos sagrados da Índia o Yoga é referido como uma prática espiritual em que o indivíduo orienta a sua vida de acordo com um conjunto de valores éticos, como a verdade, honestidade, humildade, etc, que conduzem a ações meritórias rumo ao entendimento de si como pleno e não diferente em essência do outro, nem do Absoluto. Karma Yoga, Bhakti Yoga, Upāsanā Yoga e Jñāna Yoga são o Yoga visto sobre diferentes perspectivas mas sempre intrinsecamente ligados.(...)»


Continua aqui e vale a pena ler o resto.


Entretanto, em Aveiro:
Festival de Yoga 2010 já mexe

Por falar em Yoga, aproveitamos para informar os nossos leitores que já estão abertas inscrições para o Festival de Yoga Solstício de Verão, em Aveiro (mais exactamente no camping da Costa Nova). Este ano, o festival organizado pelo Jardim de Lótus é dedicado ao tema "O Brilho da Transformação" e à celebração do "Tattva do Fogo". Será de 25 a 27 de Junho. Saiba tudo clicando aqui.

26.3.10

Liberte-se: arquive os seus problemas

Meta os problemas numa caixa
Acto físico pode ajudar a terminar com sofrimento

Não consegue recuperar de uma relação amorosa falhada? Ainda está com a cabeça à nora por causa de um mau negócio? A solução é simples: meta os problemas numa caixa.

Um novo estudo da Escola de Administração de Rotman, no Canadá, sugere que guardar algo relacionado com uma decepção numa caixa ou envelope, pode fazer com que a pessoa se sinta melhor. (...)


Continua em Ciência Hoje

2.2.10

O nosso destino

Não resistimos a pedir emprestado para aqui para os nossos leitores, a este excelente blog, este excerto final do livro "Mundos Paralelos" (editado em Portugal pela Bizâncio, em 2006), do físico norte-americano Michio Kaku (que os nossos leitores provavelmente conhecerão melhor do documentário "What the bleep do we know", por exemplo). Vale a pena ler com atenção, porque também é uma mensagem de esperança e, em certa medida, de optimismo:

"Na peça de Anton Chekhov "As Três Irmãs", no acto II, o Coronel Vershimin proclama: "Dentro de um século ou dois, ou dentro de um milénio, as pessoas viverão de uma maneira diferente e mais feliz. Não estaremos lá para ver, mas é para isso que vivemos e trabalhamos. É para isso que sofremos. É para isso que estamos a contribuir. É essa a finalidade da nossa existência. A única felicidade que podemos conhecer é saber que estamos a trabalhar para esse objectivo."

Pessoalmente, longe de me sentir deprimido pela imensidão do Universo, estou impressionado com a existência de mundos inteiramente novos a seguir ao nosso. Vivemos numa época em que estamos a começar a exploração do Cosmos com sondas e telescópios espaciais, com teorias e equações.

Também me sinto privilegiado por viver num tempo em que o nosso mundo está a dar passos tão heróicos. Estamos vivos para presenciar o que talvez venha a ser a maior transição da história da humanidade: a transição para uma civilização de tipo I, talvez a mais significativa, mas também a mais perigosa transição da história da humanidade.

Outrora, os nossos antepassados viveram num mundo cruel e hostil. durante a maior parte da história, as pessoas tinham uma vida curta, uma vida selvagem, e a esperança média de vida era de cerca de 20 anos. Viviam à mercê do destino, do terror constante das doenças. O exame dos ossos dos nossos antepassados revela que estão incrivelmente gastos, o que testemunha as cargas que transportavam diariamente; também exibem marcas indiciadoras de doenças e de acidentes horríveis. Mesmo no século passado, os nossos avós viviam sem os benefícios das medidas sanitárias modernas, dos antibióticos, dos aviões a jacto, dos computadores e das outras maravilhas da electrónica.

Os nossos netos, contudo, viverão na alvorada da primeira civilização planetária da Terras. Se nós não permitirmos que o nosso instinto brutal para a autodestruição nos consuma, os nosso netos poderão viver numa idade em que a miséria, a fome e a doença deixarão de ameaçar o nosso destino. Pela primeira vez na história, temos ao nosso dispor os meios para destruir toda a vida na Terra ou para transformar o planeta num paraíso.

Quando era criança, muitas vezes perguntava como seria a vida num futuro longínquo. Hoje acredito que, se pudesse escolher viver noutra era qualquer da humanidade, escolheria esta. Vivemos hoje o tempo mais excitante da história do homem, o ponto culminante de algumas das maiores descobertas cósmicas e avanços tecnológicos de todos os tempos. Estamos a fazer a transição histórica de observadores passivos da dança da Natureza para nos transformarmos em coreógrafos dessa dança, com a capacidade de manipular a vida, a matéria e a inteligência. Contudo, a esse tremendo poder acresce a grande responsabilidade de garantirmos que o fruto dos nossos esforços será usado sensatamente e para benefício de toda a humanidade.

A geração actual é talvez a geração mais importante da humanidade. Ao contrário das gerações anteriores, temos nas nossas mãos o destino da nossa espécie: ou nos elevamos cumprindo o nosso destino como uma civilização de tipo I ou caímos no abismo do caos, da poluição e da guerra. As decisões que tomarmos irão repercurtir-se no presente século. O modo como resolvermos as guerras globais, a proliferação de armas nucleares e a guerra sectária e étnica erguerão ou deitará por terra as bases de uma civilização do tipo I. Talvez a finalidade e o sentido da actual geração sejam garantir a suavidade da transição para uma civilização do tipo I.

A escolha é nossa. Este é o legado da geração actual. Este é o nosso destino."


Michio Kaku

23.1.10

Medicina Ayurvédica: uma entrevista a não perder

Muito boa, esta entrevista de Gustavo Cunha no sempre excelente Yoga Vaidika a Sandeep Shirvalkar, uma das eminências do Ayurveda. Deixamos aqui um excerto e ligação para a entrevista integral, que vale a pena ler com atenção e onde se fala, entre muitas outras coisas, da ligação entre a tradição ayurvédica e o yoga:

«(...) É importante aprendermos sempre com a Natureza. Se conhecermos, com exatidão, o nosso corpo e as suas respostas em relação à natureza podemos fazer um diagnóstico simples, como, por exemplo, os alimentos que comemos, os alimentos que não gostamos ou aqueles que causam desconforto ao nosso corpo, para que as nossas respostas aconteçam nesse sentido. Em termos de energia, normalmente, vāta e pitta são secos, são pessoas hiperativas, e se lhes dermos alguns tipo de feijões irão ter problemas típicos de digestão como flatulência, obstipação, enfartamento, o que significa que as suas respostas em relação às suas energias não estão a acontecer. Daí dizermos a estas pessoas para tentarem evitar os feijões. Do mesmo jeito, se estiverem a comer alimentos crus, comidas muito secas, ou “comida de plástico” irão ter doenças ou problemas muito rapidamente. As pessoas pitta são pessoas fogosas, quentes e assim, se comerem alimentos picantes ou ácidos irão ter problemas imediatamente. Elas podem sentir problemas digestivos imediatos, pelo que é melhor evitar essas comidas também. Pelo que, devemos saber qual o tipo de comida, sabor ou padrão alimentar diário está a perturbar o nosso corpo para tentarmos normalizar ou equilibrar. Para as pessoas kapha se sentem frio ou se bebem leite ou comem queijo começam a ter alergias, a ganhar peso ou celulite imediatamente. A um nível simples de energia, dependendo do nosso tipo corporal, estamos sempre a reagir à natureza. É por esse motivo que algumas pessoas se queixam: “ eu não gosto de feijões”, “eu não gosto de alimentos ácidos”, “eu não gosto de picantes”, “Eu não gosto de leite, queijo, ou produtos lácteos” porque é o seu padrão que está a exteriorizar-se. Desta forma, se lentamente forem abusando dessas condições as toxinas irão acumular-se e o padrão de doença instala-se. É, pois, preciso conhecer-se primeiro, as nossas reacções face à natureza, e depois, aos poucos, adoptar um estilo de vida que não nos incomode, o que significa manter a mente saudável, rejuvenescida; qualquer que seja a situação que esteja a acontecer devemos aprender a aceitar e a usar os meios necessários para estabilizar o corpo de uma forma equilibrada.(...)»

Continua em Yoga Vaidika

2.12.09

A importância do Yoga no mundo moderno

«A educação da grande maior parte dos jovens está a ser baseada na competição e na ideia errada de que têm que ser os melhores. Tanto no seio familiar como nos meios escolares se observa a falha grave e profunda na educação, e a prova disso é o estado social de todo o nosso planeta!

As sociedades actuais são extremamente competitivas. A competição gera pressão e medo, a pressão de ser o primeiro ou o melhor e o medo de não o conseguir ser.

Educar um ser humano é um processo delicado e de imensa responsabilidade. A educação poderá ser benéfica e produzir seres humanos bons, justos e felizes, ou poderá ser desastrosa e produzir seres humanos errantes e propagadores de infelicidade. O que queremos nós afinal? Um planeta de paz e justiça, ou um planeta de miséria e infelicidade?

Temos que analisar profundamente esta questão no nosso interior, pois ela está na base de todas as nossas acções. Diz a tradição que a melhor forma de educar é dar o exemplo. Se quero o bem e observo em mim esse desejo ardente, então as minhas acções deverão reflectir esse desejo. O pensamento a palavra e a acção deverão ser como uma linha recta e firme, deveriam ser coerentes entre si. Facto é que a maior parte seres humanos, jovens, adultos e idosos vivem divididos interiormente, logo vivem infelizes. Esta divisão vem da falta de coerência entre o que pensam, o que dizem e o que fazem, sendo perfeitamente compreensível e aceitável o comportamento estranho, violento e triste de tantos seres humanos por esse mundo fora. Os seres humanos precisam de orientação e de educação justa e verdadeira para serem felizes e completos, e se o forem as suas acções serão nobres, inspiradoras e repletas de amor.(...)»


Texto de Paulo Vieira continua em Yoga Vaidika

19.11.09

Campeonatos de Yoga?...

O Yoga, como todas as coisas - mesmo aquelas que os homens teimam, em vão, amarrar a dogmas -, também é algo dinâmico. Daí, por exemplo, a profusão de novas modalidades associadas ou originárias, desde o Yoga do Riso ao Baby Yoga, passando pelas inúmeras escolas de Yoga, que vão surgindo, cada uma com a sua metodologia própria e objectivo específico, ainda que bebendo da mesma fonte e assumindo a mesma essência ética e filosófica.

E há, naturalmente, os que bebem directamente de fontes mais antigas, procurando manter-se fiéis a formas mais primordiais da disciplina, mantendo antigas fórmulas inalteradas. Estes últimos serão os mais "puristas".

Esta natureza em mudança não terá, no entanto, os seus limites? Os puristas dirão certamente que sim. E ficam escandalizados com certas abordagens menos ortodoxas à disciplina.

Para variar, a última tendência polémica vem dos Estados Unidos, sociedade das novas tendências por excelência, país da criatividade e do engenho à rédea solta. Demasiado solta, dirão alguns yogis depois de ler esta excelente reportagem do New York Times, acerca do crescimento da tendência competitiva do Yoga, com campeonatos e disputas por lugares num pódium. Algo que os tradicionalistas afirmam subverter por completo o verdadeiro espírito do yoga. Bem ou mal, é uma realidade que se implanta e um debate que se abre e que não tardará a alastrar à comunidade yogi global.

O artigo intitula-se "Is the Spirit of Competition in the Soul of Yoga?" e merece leitura atenta:

«THE competitors stood nervously on stage, awaiting the judges’ decisions. As each name was called the crowd cheered, and the winner stepped forward to claim a prize, bowing his or her head to accept a medal.

“Wow, that was a miracle,” said Kyoko Katsura, the winner in the women’s division of the New York Regional Yoga Championship.

Yoga championship?

Yoga enthusiasts like to talk about the many benefits of their practice — good health, inner peace, killer abs — but seldom do they brag about the thrill of victory. Yoga as a competitive sport has been almost unknown in this country, largely because the practice is seen as a spiritual quest rather than an exclusively physical exercise like gymnastics.

But now Rajashree Choudhury and her husband, Bikram Choudhury, who created the style of yoga known as Bikram, are trying to build momentum for competitive yoga in the United States. Mrs. Choudhury has set up two nonprofit organizations, the United States Yoga Federation and the World Yoga Foundation, and she has been staging competitions for the last seven years. This fall and winter, regional championships are being held in several states, and the winners will advance to a national championship in Los Angeles in February. (...)»


Continua em The New York Times

O Yoga e a alimentação vegetariana

Mesmo tendo em conta as suas virtudes, o vegetarianismo assume muitas vezes, sobretudo no Ocidente - na Ìndia, por exemplo, a esmagadora maioria da população é omnivora, e grande parte dos que não comem carne, não o fazem por razões económicas... -  um verdadeiro carácter de ideologia fundamentalista. Ou moda irreflectida. E amiúde, também, pode não ser o caminho mais equilibrado para o contexto de cada um.

É neste sentido que aconselhamos fortemente a leitura deste excelente artigo, que analisa a relação entre o Yoga e a alimentação vegetariana. Ou até, em sentido mais lato, o enquadramento alimentar e nutricional da prática do Yoga

Deixamos aqui o remate final do autor e um link para todo o texto. Também aproveitamos para aconselhar uma visita mais prolongada a este blog, Advaita Yoga, do professor de yoga de São Paulo Christian Rocha, que está cheio cde informação preciosa.

«(...) Mas e os benefícios do vegetarianismo?

Não descarto aqui os benefícios que o vegetarianismo pode trazer ao yoga, é claro. Em verdade, concordo com a maioria deles porque já os experimentei, mas o carnivorismo também tem vantagens, assim como a macrobiótica, o jejum, o respiracionismo e tantas outras formas de nutrição, umas mais exóticas, outras menos. Sempre haverá dúzias de razões práticas, nutricionais, éticas e filosóficas para seguir qualquer dieta. Por exemplo, a prática física do yoga exige alimentação leve, que com freqüência exclui carnes — porque têm digestão mais lenta, porque alguns tipos pesam mais no estômago do que alimentos de origem vegetal etc. Emocional, filósofica e espiritualmente é possível que também haja benefícios, mas prefiro que isso seja avaliado individualmente, que escolhas deste nível sejam feitas com consciência e que de fato elas possam ampliar a percepção do Ser. Infelizmente muitas pessoas ainda pautam suas escolhas nutricionais por aquilo que o Globo Repórter diz.

Neste sentido, faço minhas as palavras de Ram Dass, citadas anteriormente: “tudo que fizerem, façam do modo mais consciencioso que puderem”. Yoga não é vegetarianismo. Yoga não é comer isto e deixar de comer aquilo. Yoga é consciência. Mais do que isso, yoga é consciência da própria consciência e também consciência da consciência que se conscientiza de si. Superadas essas diversas camadas da consciência revela-se finalmente o estado de yoga e a alimentação tem pouco a ver com isso.

Como dizia o Nazareno: Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem. (Marcos 7: 15)»


Continua in Advaita Yoga

20.10.09

Edcação: Uma alternativa caseira

Educar os filhos em casa já é uma realidade institucionalizada em países como os Estados Unidos, a Grã-Bretanha ou o Canadá, países onde as liberdades individuais são um valor fundamental há séculos. Em Portugal, onde até o ensino particular ou cooperativo são olhados de lado, a História é diferente e diferentes são as mentalidades. Por isso, o ensino doméstico quase nem é conhecido enquanto alternativa legítima dos pais, de criarem os seus filhos como bem acharem melhor. Mas já há excepções, como mostra esta reportagem do Jornal de Notícias:

«A "ditadura" dos horários escolares já regressou à rotina de quase todas as famílias com filhos, mas não entra na de Vítor e Sandra, um casal de Évora que optou por educar Ísis em casa. A escolha é pouco vulgar em Portugal.

Apesar de pouco vulgar, esta opção é legal desde que cumpridos requisitos prévios, como a adoptada para Ísis, de oito anos, pelos seus pais, o psicoterapeuta Vítor Rodrigues e a psicóloga Sandra Gonçalves, depois de "muita ponderação".

A morarem numa quinta na periferia de Évora, habitada também por um cão e dois gatos, os pais procuraram um ensino adequado "à inteligência, necessidades e assuntos que realmente motivam" a filha, aluna do terceiro ano do primeiro ciclo do ensino básico.

O casal, empenhado em acompanhar de perto o percurso de Ísis e apologista de uma educação personalizada e multifacetada, com horários flexíveis e interacção com o "mundo natural", admite ser privilegiado: "Nem todos os pais têm a nossa disponibilidade e preparação."

"Queremos aproveitar a hipótese que temos e a investigação mostra que, quando a educação doméstica é bem gerida, não há problemas de socialização", diz o pai, apoiado pela mulher: "Não queremos fechar a filha sobre nós, mas não abdicamos de participar e prepará-la para estar aberta ao mundo."»


Continua aqui

Conheça aqui melhor A Associação Casa do Futuro

12.10.09

Emídio Carvalho e o cancro

Emídio Carvalho, que há algum tempo linkamos no nosso blog, criou e desenvolve um dos mais interessantes projectos portugueses de desenvolvimento pessoal e cura, em torno do conceito de sombra. Vale a pena conhecer melhor aqui o seu trabalho. Também escreve muito bem, sobretudo no seu blog A Sombra Humana. Não resistimos, como tal, a (re)publicar aqui um texto muito interessante sobre o cancro, que inseriu hoje na sua página do Facebook:

O que não é dito ao doente com cancro

Há muita desinformação relacionada com esta doença. 


É um facto que o nosso corpo diariamente produz células cancerosas. Se o sistema imunitário estiver a cumprir o seu trabalho, estas células são destruídas. O problema surge quando estas células não são destruídas.


Muitas vezes um cancro surge como método escolhido pelo corpo para lidar com uma determinada situação e, logo que a situação seja ultrapassada, o cancro entra em remissão espontânea. O problema é que é praticamente impossível saber quando um cancro está apenas a desempenhar uma função de protecção e quando não.


Saber a causa de um cancro é determinante para a sua cura definitiva. Isto também nem sempre é fácil. Contudo, no caso de adultos, a maioria dos cancros têm uma causa emocional bastante acentuada. Em todas as pessoas com quem estive até hoje, diagnosticadas com cancro, descobri um profundo sentimento de ressentimento, mágoa, vergonha e um desejo profundo que algo do seu passado não tivesse acontecido. A emoção mais difícil de tratar é o ressentimento. Este cura-se única e simplesmente com o perdão dirigido à pessoa que causou os danos. E não é fácil perdoar. Há o perdoar intelectual. Este é fácil.


Mas o perdoar a partir do coração, o perdoar acompanhado de lágrimas, o perdoar em que temos coragem de abraçar aquele que nos magoou e desejar-lhe toda a bondade e amor da vida, esse é o perdoar difícil. O processo de perdoar pode ser lento e doloroso. Temos que ver que a pessoa que nos causou danos foi, ela própria, danificada. Só é incapaz de amar aquele que nunca foi amado. E a maior parte das pessoas nunca foi amada. Quase todos nós, na infância, experienciámos o amor condicionado. É o único amor que muitos conhecem. Daí o esforçarmo-nos tanto por agradar aos outros: inconscientemente aprendemos que só somos merecedores de ser amados quando somos pessoas boas. 


Decidimos assim reprimir a raiva, o medo, o despeito, a ignorância, a culpa e a vergonha. Porque queremos que os outros gostem de nós. Não por sermos quem somos, mas por sermos pessoas boas.


O maior entrave à cura é o estado de negação em que muitas pessoas se encontram. Quando lhes é perguntado sobre a sua infância atiram imediatamente a resposta que garanta serem julgadas “pessoas boas”. 


A pergunta, que pode causar dor, é esta: se é uma pessoa boa porque se está a tratar tão mal a si mesma?


Nós ainda acreditamos que alguém nos virá salvar. Alguém irá tirar-nos do nosso sofrimento. Ninguém nos pode salvar se nós não nos quisermos salvar primeiro. A pergunta que temos que nos fazer é esta: quem errou comigo? Quem é que eu estou a culpar pelo estado em que me encontro? E estar disponível para as respostas.


Há quatro atitudes humanas que são a causa da maioria do sofrimento: a justificação, a negação, o ressentimento e a culpa. 


Apesar de já desconfiar, depois de ler “A Cabana” fiquei esclarecido: cada justificação nossa serve para encobrir uma mentira. Quando se apanhar a justificar o que quer que seja pergunte-se: qual é a verdade que estou a esconder?


A negação é a atitude de fazer de conta que está tudo bem. Quando não está. O estado de negação leva-nos a proferir afirmações como “faz parte do processo” ou “no fundo fui eu quem criou a situação”. Isto impede-nos de ir para além da dor. É aquela atitude de “está tudo bem” quando o nosso coração se encontra ferido para além do imaginável.


O ressentimento mantém-nos presos à pessoa que nos magoou. É como se estivéssemos com as nossas mãos a apertar o pescoço da pessoa que nos causou danos. E jamais estaremos livres dessa pessoa enquanto não formos capazes de a olhar nos olhos e dizer-lhe “Eu perdoo-te”. Mas perdoar com o coração é ir mais longe. É abraçar a pessoa que nos causou danos e desejar-lhe, do fundo do coração, o melhor que a vida e o amor têm para oferecer. Só aí estaremos livres. Não perdoamos porque queremos que a outra pessoa seja punida. Esquecemo-nos que a vida se encarrega desse pormenor. Mas enquanto não perdoarmos estaremos sempre acorrentados a quem nos causou danos. E iremos sofrer continuamente, amarrados a um passado que não voltará mas que será sentido todos os dias.


A culpa tem por objectivo apontar o dedo a quem nos causou danos. Rouba-nos poder. Se eu estou onde estou na vida por culpa de outro, então o outro detém poder sobre quem eu sou. E infelizmente vivemos numa sociedade de pura vitimização. Há sempre alguém a quem podemos processar, ou acusar, ou criticar, ou de quem nos podemos vingar. 


Há um ditado tibetano curioso: “se queres ser feliz por um dia, vinga-te de quem te fez mal. Se queres ser feliz todos os dias, perdoa quem te fez mal”.


Voltemos ao cancro.


As células cancerosas têm necessidades nutricionais muito específicas. Sobretudo precisam de açúcar e proteína animal. Eliminar estes dois produtos da dieta é uma garantia de obrigar as células cancerosas a passar fome. Em realidade as células cancerosas são extremamente frágeis. Muito mais do que as células saudáveis.


O calor. O nosso corpo tem uma forma de combater invasores que possam interferir com o seu bem-estar: aumentar a temperatura corporal. A maioria das bactérias, vírus, e células cancerosas, só conseguem multiplicar-se e existir dentro de parâmetros muito exactos. A febre é um mecanismo de defesa incrível. Garante a destruição de qualquer agente agressor. Tanto quanto sei, todas as pessoas cujos cancros entram em remissão passam por uma fase de um ou dois dias de febres muito altas. A temperatura elevada garante a destruição das células cancerosas. Combater a febre é um erro. É um erro porque estamos a interromper um processo natural. Há apenas 3 situações em que é importante interromper um estado febril: se a pessoa começar a alucinar, se a febre ultrapassar os 40 graus centígrados ou se se prolongar para lá de 3 dias. A primeira ferramenta que podemos utilizar para baixar a febre é a couve. Colocar folhas de couve nas virilhas, axilas, pescoço e testa. Quase sempre funciona. A couve é um antipirético natural bastante eficaz. Toalhas humedecidas também aliviam. As drogas devem ser sempre a última linha de defesa e nunca a primeira!

Emídio Carvalho

1.9.09

Gripe A - Perguntas e Respostas

1.- Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
       Até 10 horas.

2. - É útil o álcool em gel para se limpar as mãos?
       Torna o vírus inactivo e mata-o.

3.- Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
       A via aérea não é a mais efectiva para a transmissão do vírus, o factor mais importante para que se instale o vírus é a humidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distância.

4.- É fácil contagiar-se em aviões?
       Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

5.- Como posso evitar contagiar-me?
       Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6.- Qual é o período de incubação do vírus?
       Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

7.- Quando se deve começar a tomar o remédio?
       Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, as melhoras são de 100%

8.- De que forma o vírus entra no corpo?
       Por contacto ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.

9.- O vírus é mortal?
       Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.

10.- Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
       Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.

11.- A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
       Não porque contém químicos e está clorada

12.- O que faz o vírus quando provoca a morte?
       Uma série de reacções como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

13.- Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
       Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14.- Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
       De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.

15.- Onde encontra-se o vírus no ambiente?
       Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o vírus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver humidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.

17.- O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
       Sim, são pacientes mais susceptíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente susceptíveis.

18.- Qual é a população que está atacando este vírus?
       De 20 a 50 anos de idade.

19.- É útil a máscara para cobrir a boca?
       Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima húmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.

20.- Posso fazer exercício ao ar livre?
       Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.

21.- Serve para algo tomar Vitamina C?
       Não serve para nada para prevenir o contágio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

22.- Quem está a salvo desta doença ou quem é menos susceptível?
       A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.

23.- O vírus se move?
       Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.

24.- As mascotes contagiam o vírus?
       Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.

25.- Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
       Não.

26.- Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
       As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de contágio e com estrito controlo médico.

27.- O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
       Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.

28.- Posso tomar ácido acetilsalicílico (aspirina)?
       Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomando.

29.- Serve para algo tomar antivirais antes dos sintomas?
       Não serve para nada.

30.- As pessoas com SIDA, diabetes, cancro, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
       SIM.

31.- Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
       NÃO.

32.- O que mata o vírus?
       O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.

33.- O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
       O isolamento.

34.- O álcool em gel é efectivo?
       SIM, muito efectivo.

35.- Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
       Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.

36.- Este vírus está sob controlo?
       Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.

37.- O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
       A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.

38.- Aquele que se infectou deste vírus e se curou fica imune?
       SIM.

39.- As crianças com tosse e gripe têm influenza?
       É pouco provável, pois as crianças são pouco afectadas.

40.- Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
       Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.

41.- Posso me contagiar ao ar livre?
       Se há pessoas infectadas e que tussam e/ou espirrem perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.

42.- Pode-se comer carne de porco?
       SIM pode e não há nenhum risco de contágio.

43.- Qual é o factor determinante para saber que o vírus já está controlado?
       Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.